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Desmascarando o blog "Vozes mórmons" e a ABEM


Encontrava-me, há algum tempo, em um dilema interno: deveria eu escrever um artigo desmentindo as infâmias e apostasias do blog "Vozes Mórmons", mantido pela "Associação de Estudos Mórmons - ABEM) ou não? 

Explico.

"Vozes Mórmons" é uma iniciativa nada nova: um grupo de pessoas que visa desacreditar a doutrina mórmon e atacar a cultura dos membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Então, se é tão evidente que esse site persegue e denigre a imagem e a crença mórmon qual a razão do meu dilema - de escrever ou não sobre eles, ou melhor, contra eles?

Bem, primeiramente Vozes Mórmons não é um site anti-mórmon comum. Trata-se de um aprimoramento na abordagem apostata:


  • Vários dos artigos do blog (não todos!) são assinados por um pseudônimo "Vozes Mórmons" o que reveste o verdadeiro autor da máscara do anonimato. Isso é prejudicial, na medida em que "uma de [nossas] maiores proteções contra as más escolhas é não vestir nenhuma máscara de anonimato." disse Elder Quentin L. Cook, dos Doze Apóstolos. "Se vocês já tiveram vontade de fazer isso, saibam que esse é um grave sinal de perigo e uma das ferramentas do adversário para levá-los a fazer coisas que não devem. (...) Hoje é comum as pessoas ocultarem a própria identidade ao [escreverem textos] carregados de ódio, desprezo e preconceito e publicá-los anonimamente na Internet. Alguns chamam isso de “flamejante”. Certas instituições procuram filtrar esses comentários. O jornal New York Times, por exemplo, não tolera comentários com “ataques pessoais, obscenidade, vulgaridade, blasfêmias, (…) falsidade ideológica, incoerência e GRITOS. (…) “The Times também incentiva o uso dos nomes reais porque: ‘Descobrimos que as pessoas que usam seu próprio nome são mais participativas e respeitosas em suas conversas’ (...) Toda utilização da Internet para agredir, destruir uma reputação ou colocar uma pessoa em má situação é condenável. O que vemos na sociedade é que quando as pessoas vestem a máscara do anonimato, é mais provável que participem desse tipo de conduta, tão destrutiva para o convívio respeitoso. Isso também viola os princípios básicos ensinados pelo Salvador." [1]
  • Os artigos são tendenciosos e sensacionalistas.Veja alguns títulos de artigos populares: "5 Jovens Mórmons Mortos em 1 Semana","Mórmons contra calcinhas", "Joseph Smith mentiu sobre a Poligamia?"e "Estudo analisa Suicídio entre Jovens Mórmons". Não que os temas propostos: taxa de mortalidade de jovens da Igreja, poligamia e suicídio, entre outros - não sejam temas interessantes, relevantes e que mereçam uma investigação (menos o da calcinha!) - mas não há nada de substancial (ou seja, algo que agregue, que dê conhecimento e que seja útil) nos artigos mencionados. Os artigos visam chocar, impactar e claramente criar duvidas sobre as decisões da liderança da Igreja, a doutrina e os costumes dos santos. Analisarei alguns artigos mais abaixo, mas por enquanto, já demonstro que essa ansiedade dos articulistas do Vozes Mórmons por mais visualizações, comentários e acessos ao blog, por meio de "manchetes espalhafatosas" só demostra a fraqueza de seu conteúdo. Utilizam um marketing maquiavélico para ganhar popularidade. No título de suas postagens já deixam (nem sempre, mas em grande parte das vezes) uma ideia subentendida, uma pelo emotivo ou um assunto trivial. Eles nem sempre levam em consideração a exatidão factual ou a relevância da informação. E raramente dão voz aos que pensam de forma contrária (problema que analisarei quando discorrer sobre a Rede Social, mais abaixo). Os manuais da Igreja dão um excelente conselho aos professores que se aplicam aos bloguistas e criadores de conteúdo na internet sobre a Igreja: "Não se devem utilizar recursos (...) para especular, criar sensacionalismo nem ensinar ideias que não sejam claramente afirmadas pela Igreja. Às vezes, mesmo algo que já foi confirmado ou publicado pode não ser adequado para uso (...). [Deve-se] fortalecer a fé e o testemunho [os outros]." [2] Elder David A. Bednar incentivou-nos a fugir do sensacionalismo ao dizer: "Primeiro, nós, discípulos, e nossas mensagens devemos ser confiáveis. Uma pessoa ou um produto que não é confiável é enganoso, falso e fraudulento. Nossas mensagens devem ser verdadeiras, honestas e corretas. Não devemos exagerar, florear, ou fingir que somos alguém ou algo que não somos. Nosso conteúdo deve ser confiável e edificante, e o anonimato que há na Internet não é uma desculpa para não sermos autênticos. A confiabilidade é fortalecida por meio da coerência." [3] Menciono, para finalizar este tópico as "piadas de 1º de abril": todo "dia da mentira" o site Vozes mórmons divulga uma aberração, sem, contudo, mencionar que é mentira: como um investimento multimilionário da Igreja ou uma nova relevação a ser incorporada em D&C. Claro que as mentiras deles não se restringem a uma única dada - mas eles são mais descarados neste dia!
  • Há uma aparência de "intelectualismo". Só aparência mesmo. Eles se dizem neutros, estudiosos e justos. Na descrição "sobre nós" encontramos: "O site Vozes Mórmons busca promover a informação e reflexão sobre temas relacionados à tradição mórmon em um ambiente de liberdade intelectual e respeito a crenças." E ainda: " A ABEM (...) tem como missão incentivar, promover e divulgar estudos acadêmicos (...) Ela cumpre sua missão ao impulsionar os estudos mórmons, incentivando a produção de conhecimento pela qual a tradição mórmon possa ser lida, debatida, interpretada, e analisada de maneira aberta, honesta, e diversificada, além de criar um espaço para compartilhar essa produção dentro de uma comunidade de aprendizado e produção intelectual entre mórmons brasileiros e estrangeiros, bem como entre mórmons e não-mórmons, e entre a comunidade acadêmica brasileira." Bonito texto. Acredito que, a ideia é realmente boa, e que a intenção primeira era digna. Porém, a ABEM se corrompeu. Veja: se a busca era a de "promover a informação e [a] reflexão sobre temas relacionados à tradição mórmon em um ambiente de liberdade intelectual e respeito a crenças" porque a iniciativa esta tão distante e destoante do conteúdo oficial da Igreja? Evidente que, se é uma iniciativa não-oficial, como o site acertadamente menciona, não deve tratar apenas de assuntos recorrentes no site oficial, e nem deve ser parametrizada. Entendo isso. Mas o que não entendo é a insistência em assuntos ignominiosos, blasfemos, torpes, sensacionalistas e repetitivos. Se a missão era mesmo a de "impulsionar os estudos mórmons, incentivando a produção de conhecimento pela qual a tradição mórmon possa ser lida, debatida, interpretada, e analisada de maneira aberta, honesta, e diversificada" estão muito longe desse ideal. Não encontrei NENHUM artigo acadêmico no site. Claro que não é preciso revestir-se de formalismo para discorrer dos temas do evangelho e do viver SUD - mas se o foco era "a comunidade acadêmica brasileira" então: gol da Alemanha! O que quero dizer é: não há nada de muito intelectual no Vozes Mórmons. Não vou falar nada dos erros de português, pois eu erro muito ao escrever, pois na correria da vida sobra nenhum tempo para revisar os textos. Mas tirando a gramática, Vozes Mórmons não é um site para intelectuais pois há poucos acadêmicos e estudiosos gerando conteúdo por lá - e os conteúdos gerados por "estudiosos" carecem de estrutura cientifica (metodologia), espírito crítico (não que não sejam críticos - mas deixam a analise neutra do tema para afundar no cinismo, ceticismo, sofismo, ironia e distorção capciosa. O Presidente Dieter F. Uchtdorf alertou-nos: "Satanás, nosso adversário, deseja que falhemos. Ele espalha mentiras como parte de sua tentativa de destruir nossa crença. Ele sorrateiramente sugere que aquele que duvida, o cínico, é sofisticado e inteligente, enquanto que aqueles que têm fé em Deus e em Seus milagres são ingênuos, cegos ou desmiolados. Satanás afirmará que é “legal” duvidar dos dons espirituais e dos ensinamentos dos profetas verdadeiros." [4]
  • Vou insistir mais um pouco no problema do enfoque do site Vozes Mórmons. Uma pesquisa nos artigos do blog revelou-me que os assuntos mais citados são: homoafetividade, "erros" dos líderes da Igreja (incluindo a poligamia e a restrição do sacerdócio) e sacerdócio para mulheres - e, por isso mesmo, dois desses temas estão relacionados no blog em páginas especificas, que podem ser acessadas logo no menu superior. Esses assuntos são importantíssimos, deixe-me dizer isso logo! Porém, esses assuntos não são os únicos que merecem destaque e um debate aprofundado. De fato, quanto a poligamia, por exemplo, a prática foi limitada aos primórdios da Igreja e descontinuada em 1890, cerca de 126 anos atrás! Além disso, todos os que aceitam a Bíblia estão familiarizados com a poligamia de Abraão, Jacó, Moisés, Davi, Salomão e tantos outros! Essa prática esta muito bem esclarecida em sites oficias e não-oficiais [5]. Sobre a comunidade LGBT a Igreja tem grande atenção e consideração. Um site oficial [6] foi lançado há alguns anos atrás - e há muitos recursos no site oficial e em sites não oficiais [7]. Inclusive tais assuntos já estiveram presentes em Conferências Gerais [8]. É desnecessário martelar em tão somente um ou dois temas, fomentando confusões, distorções, estereótipos e manipulando os leitores. Há um universo de acontecimentos e de estudos sobre a Igreja e seus membros - que não se restringem a alguns poucos assuntos. As pessoas estão falando sobre dezenas dezenas de coisas - e sei disso porque tenho diversos blogs e páginas de conteúdo mórmon - com milhares de pessoas acessando-os semanalmente - e consigo, portanto, verificar o que as pessoas estão interessadas em ler e saber mais.
Esses elementos - anonimato, sensacionalismo, disfarce de intelectualismo e enfoque em alguns temas - faz com que o Site Vozes Mórmons seja muito melhor que blogs anti-mórmons isolados - que apenas tentam convencer seus leitores que a Igreja Mórmon é do diabo, é falsa ou é uma comunidade secreta que visa a destruição do mundo!

Acrescento rapidamente que Vozes Mórmons endossa e divulga a Comunidade de Cristo, um grupo que desde a época da morte do Profeta Joseph Smith se separou dos santos. Esse grupo é fundamentalista: ainda pratica a poligamia. Entretanto, para sobreviverem, tiveram que renunciar a muitas crenças básicas. Lá há "apóstolas" mulheres e muita "filosofia de homens mescladas com as escrituras". Ademais, o que me incomoda, não é divulgar ou falar dessa religião - mas fazê-lo como se fosse a mesma Igreja que pertenço, ou, em alguns casos - como se fosse mais correta e pura.

Por incrível que pareça há alguns membros ativos na Igreja que escrevem lá (quero dizer, quando os artigos não são postados de maneira anonima). Eles são ativos na Igreja, já no evangelho... Honestamente há algum conteúdo bom no blog. É raro, mas há. E sobre isso espero comentar mais abaixo.

Antes, porém, reitero que "Vozes Mórmons" é uma laranja podre na fruteira SUD", como um Marcelo Todaro, um bloguista SUD, escreveu. Ele disse: 
A armadilha do blog começa pelo próprio nome, “Vozes Mórmons”. O visitante desavisado, mórmon ou não, pode pensar que representa a crença e a cultura mórmon quando na verdade é bem o oposto disso.
No blog o médico [autor] se apresenta como ex-missionário nascido e criado na Igreja, mas esconde o fato de não mais pertencer a ela. De acordo com a publicação The New Expositor, número 7 (outubro de 2008), pg. 3, ele pediu para ter seu nome removido dos registros da Igreja. Significa que renunciou à sua condição de mórmon, ainda que não assuma isso publicamente. Há inclusive relatos segundo os quais ele não permite que se mencione tal renúncia no blog ou na fan page da associação no Facebook, bloqueando qualquer tentativa de fazê-lo. Parece óbvio que a intenção é esconder sua condição de apóstata, possivelmente para não prejudicar a aparência de credibilidade e representatividade mórmon pretendida para si e para o blog.
Nos comentários de um dos artigos o blog assume-se como sendo “o contra-peso para oferecer voz para esses membros que são a minoria e quase não são ouvidos”, referindo-se a uma minoria que prefere mudar a Igreja em vez de mudar a si mesma, como o Senhor requer de quem O segue (ver Mateus 18:1-4), e como se a Igreja fosse de homens e não de Jesus Cristo (ver D&C 1:30). Isso explica o tom queixoso e rancoroso da grande maioria dos artigos, que meramente regurgitam material já desacreditado nos EUA extraído de sites e fóruns em inglês cheios de lixo antimórmon, dos quais o médico é frequentador assíduo. Muito do que se publica no blog não é de autoria deles de fato.
Por meio de material desse tipo os autores parecem praticar o esporte de ficar procurando defeitos na Igreja, na doutrina, nas escrituras e em líderes e membros. Repletos de sofismas e falácias que dão aos artigos uma aparência de verdade, os textos parecem ter a intenção de causar no leitor desavisado uma impressão sombria da Igreja e de tudo que diga respeito a ela. Querem fazer crer que está sempre errada em alguma coisa ou tem algo a esconder ou de que se envergonhar — como o fanático torcedor de um time falando do time rival ou como um nazista falando de judeus e negros.
Como era de se esperar, o blog conquistou o aplauso e louvor da minoria de quem se diz porta-voz. Os comentários dos artigos geralmente estão carregados da mesma acidez crítica impregnada nos textos.
Ainda que a alegria deles seja fazer oposição à Igreja, não admitem oposição a si próprios. Há diversos relatos de pessoas que tentaram publicar comentários bem intencionados com correções para os erros dos artigos e tiveram seus comentários bloqueados. Querem criticar, mas não querem ser criticados. É o velho “faça o que digo, não o que faço”. Todo mundo sabe que nome isso tem.
(...)
Isso tudo talvez se explique por meio de recente testemunho dado a mim em particular por alguém que afirma conhecer de perto o médico e sua família desde a infância. Essa pessoa acha que ele é portador de algum distúrbio psicológico que o faz nutrir certa paranoia contra a Igreja. Segundo essa testemunha, a mãe dele, que é membro fiel, sofre grande aflição com a obsessão do filho de cuspir no prato em que comeu. Então talvez sua insistência em afirmar que quem não vê as coisas sob sua ótica sofre de “dissonância cognitiva” seja sua maneira inconsciente de dizer que na verdade quem tem esse distúrbio é ele próprio.
Então, que fique bem claro: apesar do nome enganoso, o Vozes Mórmons NÃO é um blog espiritualmente saudável. Histórica ou doutrinariamente, NÃO é confiável.(...). Pedir-lhes para falar da Igreja é tão salutar quanto pedir ao Estado Islâmico que fale dos cristãos."
[9]
Meu dilema, portanto, era o seguinte: se eu escrevesse contra o Vozes Mórmons, denunciando toda torpeza e infâmia deles, estaria de algum modo divulgando-os mais ainda!

Sendo que minhas iniciativas na internet - neste blog (e Projeto Teologia Mórmon) e no Mormonsud.net, bem como nas redes socais, alcançam muitas pessoas, geraria uma curiosidade por parte do publico que felizmente ainda não se deparara com o conteúdo-lixo. Mas, hoje, como o leitor constata, venci o dilema - e decidi escrever, mesmo que isso dê, aos "estudiosos" da ABEM, alguma fama maior - já que seus constantes empenhos financeiros no Facebook rederam até agora umas 7 mil curtidas apenas (página da ABEM no Facebook). Alguns do que curtiram a página erroneamente supõem que tenham curtido uma instituição séria, que investiga prudentemente a teologia e cultura mórmon. É o mal do Brasileiro: não ler. Mas, sem se incomodar com audiência pífia, acrescento que minha preocupação é com os amigos da Igreja que estão pesquisando o "mormonismo", os jovens e os recém-conversos. Várias informações no blog Vozes Mórmon são verdadeiras, porém a verdade lá esta distorcida, colocada fora do contexto ou incompleta.

Para ilustrar o quanto isso é prejudicial o Elder Neil L. Andersen, contou uma experiência do Presidente Russell M. Nelson: "Eu era consultor do governo dos Estados Unidos em seu Centro Nacional de Controle de Doenças em Atlanta, Geórgia. Certa vez, enquanto esperava o táxi que me levaria ao aeroporto depois das reuniões, estiquei-me no gramado a fim de desfrutar um pouco do calor do sol antes de retornar ao inverno de Utah. Mais tarde, recebi pelo correio uma fotografia, tirada com a ajuda de uma lente de longo alcance, que capturou aquele momento de descanso no gramado. A legenda da foto era: ‘Consultor Governamental no Centro Nacional’. A imagem era verdadeira, a legenda era verdadeira, mas a verdade fora usada para promover uma impressão falsa”. Elder Andersen então disse que "algumas informações sobre Joseph [Smith e a Igreja], embora verdadeiras, podem ser apresentadas completamente fora do contexto (...) e (...) situação. (...) Não descartamos algo que sabemos ser verdade em troca de algo que ainda não entendemos." [10]

Outro ponto que me bloqueava de escrever é: tenho tanta coisa para pensar e fazer. Vou deixar eles se explodirem e seguir com minha vida. Afinal, o Senhor mesmo disse na alegoria das oliveiras (Jacó 5) que nos últimos dias os frutos bravos não seriam imediatamente arrancados - mas que cresceriam ao lado dos bons. Entretanto, decidi fazer como o Profeta Jacó (Jacó 7) e tantos outros e encarar as apostasias.

Passemos a analisar, agora, o conteúdo do blog e demostrar terminantemente a razão de tantos adjetivos negativos que venho usando contra os irmãos. Farei uma analise objetiva e uma subjetiva, o que significa que, no final, serei parcial - no sentido que tomarei uma posição. Ninguém é obrigado a crer em mim (ainda bem!). Colocarei o link da postagem original. Mas peço que leiam as minhas considerações por inteiro e depois tomem partido.



1º Artigo analisado: "Mãos que Divulguem". 

Resumo: O artigo menciona do fato da Igreja estar comemorando 15 anos do Programa Mãos que Ajudam, um dos programas de voluntariado e ajuda humanitária da Igreja. Colocaram uma foto do Presidente Claudio R. M. Costa, Presidente da Área Brasil, retirada de um vídeo, no momento em que ele fecha os olhos e movimenta a boca falando.
Alega-se que a Igreja dedica "apenas uma parcela ínfima para ajuda humanitária das vastas contribuições arrecadadas anualmente (sem contar com o vasto império bilionário de empresas com fins lucrativos de propriedade da Igreja). Afirma-se que o Programa é oportunista e visa apenas a auto-promoção.
O autor (anonimo) pergunta aos leitores se a Igreja esta procedendo corretamente "não deveria a Igreja multibilionária e financiada pelo Estado através de generosas isenções de impostos investir mais em caridade do que apenas somas pífias?"
Cita-se, então, a escritura de Mateus 6:2-4, em que o Senhor incentiva a fazermos caridade silenciosamente.


Análise:

  1. (...) "controvérsia de patrocinar voluntariado para uma empresa de fins lucrativos" - Houve, na verdade, pouca controvérsia sobre o voluntariado dos membros da Igreja durante a Copa do Mundo. Em uma pesquisa na internet não se acha controvérsia a respeito. Entre os membros da Igreja na época poucos se falou sobre ser ou não voluntário por motivos políticos ou econômicos. Antonio Trevisan Teixeira, um dos autores do Vozes Mórmons, diz, em um artigo de sua autoria sobre o tema, que esta vinculado a postagem ora analisada, que "através de conversas informais" notou certos mórmons brasileiros constrangidos, pois numa crise econômica não fazia sentido apoiar a Fifa send o voluntário da Copa. Quem são esses membros? Onde esta demonstrada sua insatisfação ou constrangimento? Não se sabe e não se menciona em nenhuma parte dos artigos citados. A controvérsia que havia era sobre os gastos da Copa do Mundo - e não sobre o voluntariado dos membros da Igreja. A Igreja explicou, contudo, o projeto: "Motivados pelos desafios de receber um evento tão grandioso no país, o programa Mãos Que Ajudam será oficialmente um apoio para o Brasil Voluntário, programa do Ministério dos Esportes, durante a Copa do Mundo. Dezenas de estacas foram selecionadas para participar e muitos voluntários se inscreveram no projeto. “Já trabalhamos com os voluntários do Programa Mãos Que Ajudam durante a Copa das Confederações e ficamos impressionados com o engajamento e comprometimento dos santos dos últimos dias”, comentou Sarah Carvalho, do Ministério dos Esportes, responsável pelo Brasil Voluntário." [11]. No próprio site do Mãos que Ajudam há a informação de que o "programa Mãos que Ajudam trabalha em parceria com órgãos governamentais e empresas privadas para reunir recursos e otimizar projetos, visando atender um maior número de entidades assistenciais e proporcionar-lhes um auxílio significativo." [12] Com relação a Copa não firmou-se um acordo com a Fifa, mas com o Governo Brasileiro [13].
  2. Afirmou-se que a Igreja dedica apenas uma parcela ínfima para ajuda humanitária e acusou-se a Igreja de ter empreendimentos bilionários. Isso não é verdade. Discorremos sobre como são utilizados os recursos da Igreja, relacionando dezenas de links com explicações detalhadas aqui.
  3. "(...) esses programas de caridade e voluntariado costumam servir de fértil fonte para propaganda oficial, dando origem ao famoso trocadilho “Mãos que Divulgam”." Nunca antes eu tinha ouvido "Mãos que Divulgam". Meu primeiro contato com o "famoso" trocadilho foi no site apóstata Vozes Mórmons. Que o Mãos que ajudam serve de Propaganda oficial isso é verdade, afinal, um dos objetivos do programa é sensibilizar as pessoas e ajudar em boas campanhas de solidariedade [14]
  4. A escritura de Mateus diz que quando damos esmola não deve a mão "não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita". A passagem esta inserida no contexto do Sermão de Montanha, que também contém a seguinte passagem: "Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte, Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus." (Mateus 5:14-16). A Igreja incentiva seus membros a prestarem serviço diário, sem procurar reconhecimento por isso [15]. Mas os membros da Igreja precisam erguer-se e brilhar. Para serem um exemplo, os membros precisam aparecer. Além disso, as muitas falsidades espalhadas sobre a Igreja contribuiu para uma grande confusão sobre o evangelho restaurado, motivo pelo qual foi sábio mostrar a essência da Igreja por meio do serviço.
  5. A foto do Elder Costa esta ruim. Fotos semelhantes são vistas em jornais que criticam políticos - captam o momento em que a face esta retorcida para contextualizar a parcialidade com que escrevem ou meramente chamar atenção. Trata-se de um líder do sacerdócio, muito amado, e quem muito bem fez e faz ao nosso país. O escárnio aos ungidos do Senhor é sério pecado que leva a Ação Disciplinar na Igreja [16]. Não estou dizendo que não podemos rir. Elder Costa é uma pessoa muito divertida, e tenho certeza que ele não se incomodaria com a foto que foi vinculada ao post. Eu o imagino vendo a foto e fazendo uma piada a respeito. Porém, eu fico chateado em ver tal atitude.
Devido a esta analise rápida constata-se que o artigo é mentiroso, ultrajante e, convenhamos, mal escrito.



2º Artigo analisado: "Suicídio entre Jovens Mórmons dobra desde 2008". 

Resumo: O título do artigo infere que na comunidade mórmon a taxa de suicídios duplicou em oito anos. O artigo começa mencionando um "estudo", mas o link sob a palavra conduz a um blog de uma rádio publica chamada "kuer" (rádio da Universidade de Utah), no qual há um artigo falando sobre o aumento de suicídios de jovens em Utah. O artigo menciona um estudo realizado pela Fundação Annie E. Casey Foundation, mas não há link para acessar o estudo. Depois, há uma tradução da fala de Terry Haven, Vice-diretora da ONG Vozes Pelas Crianças de Utah, retirado do artigo na rádio.
O autor vê uma relação entre a "política de discriminação gay da Igreja Mórmon" com o aumento de suicídios entre os jovens de Utah. O artigo aprofunda a tese explicando a nova "política de discriminação". Menciona Wendy Williams Montgomery, membro da Igreja SUD no Arizona com um filho homossexual, e uma das líderes do grupo de apoio para famílias Mórmons com membros LGBT, que soubera de 34 jovens que tiraram a própria vida devido a pressão da Igreja. O autor acrescenta sua opinião: "E estes são apenas os casos documentados, que provavelmente representam uma subestimação do total de tentativas ou suicídios entre Mórmons LGBT". O artigo cita duas opiniões: a da diretora do Utah Pride Center, Marian Edmonds-Allen (que fala sobre erros nos dados estatísticos sobre causas suicidas) e a da psicóloga SUD Lisa Tensmeyer Hansen (que afirma não saber se há relação entre "à nova política da Igreja" com o aumento de suicídios de jovens). Depois cita-se Brad Kramer, professor de ética na Utah Valley University que nega relação direta entre o posicionamento da Igreja e os suicídios, mas afirma ser contra as diretrizes SUD, por favorecerem a discriminação. Conta-se de um rapaz, não contabilizado nas estatísticas oficias, segundo o artigo, que teria se matado por não suportar a vergonha de ser um gay mórmon. Cita-se um grupo de apoio à gays da BYU, que afirma ter constatado que mais 70% dos gays do campus pensaram em se matar. Para concluir o artigo cita um longo texto de Mitch Mayne, "membro ativo" que serviu em um bispado na Califórnia, criticando duramente a posição da Igreja.

Análise:

  1. A manchete do artigo é mentirosa. O artigo da rádio não diz que em oito anos dobrou a taxa de suicídios - mas "quase" dobrou. Claro que vidas são vidas! - e qualquer número é alarmante. Mas analisado a forma como "Vozes Mórmons" apresenta uma notícia, vê-se claramente o sensacionalismo intrínseco que tanto prezam.
  2. O site Utah Suicide Prevention, que traz fatos e dados sobre o suicídio no estado de Utah afirma: Utah é o 7º Estado norte-americano em número de suicídios. Mas as causas de suicídio sugeridas pelo site não mencionam em nenhum lugar a religião, embora, não se possa negar, que a crença e a inserção na comunidade religiosa  pode ou não contribuir para a decisão e tirar a própria vida. Porém, não há menção a isso lá. O site afirma que o suicídio em Utah advém por várias causas, incluindo "o álcool e abuso de drogas, trabalho ou problemas financeiros". Adultos se suicidam mais que jovens, mulheres mais que homens.
    O número de suicídios é alarmante em Utah: 14.3 suicídios a cada 100 mil habitantes,segundo a CBS. Entretanto, há outros Estados (com poucos mórmons inclusive) que o número de suicidas é maior. Aliás, o Estado de Utah não é um Estado exclusivamente mórmon. Na realidade 60% são membros da Igreja, sendo que apenas 40% se dizem ativos na fé [17]
    Os suicídios em Utah nem se comparam com o de outros lugares do mundo [18] - que tem poucos ou nenhum mórmon. O Brasil é oitavo país com mais suicídios [19], mas a taxa de suicídios dificilmente pode ser ligada a alguma religião [20].
  3. O fato dos suicídios terem quase dobrado é alarmante, mas como já disse não é possivel estabelece relação direta com as diretrizes da Igreja sobre a homo afetividade. As citações apresentadas são inconclusivas, e não afiram o que a manchete pretende. A citação do "ex-membro do bispado" é a visão pessoal do membro, que não é especialista na área e nem fala em nome da Igreja, nem esta amparado por pesquisa. Ademais, há uma tentativa clara de subornar o leitor, vendendo a ideia de que a Igreja é má e que a atitude proibitiva da Igreja esta fazendo um mal social tremendo. Elder Dallin H. Oaks falou sobre o que foi chamado pelos LGBTs como “epidemia de suicídios” em um discurso na capital dos Estados Unidos. Andrew Evans perguntou ao Elder Oaks se a liberdade religiosa o absolveria da responsabilidade pelos suicídios entre os membros da igreja que são gays. A conversa, incluindo a resposta de Oaks, foi compartilhada num podcast alguns dias mais tarde. “Menos de um ano atrás, aqui em Washington, DC, meu amigo se matou. Ele era Mórmon e gay. Foi registrado que a igreja não deu desculpas. Será que a liberdade religiosa irá absolvê-lo da responsabilidade da crise de suicídios dos mórmons gays? ” perguntou Evans. “Essa é uma pergunta que será respondida no dia do julgamento” disse Elder Oaks “Vou prestar contas a uma autoridade superior por isso”.
    O porta-voz da Igreja Dale Jones disse que qualquer suicídio é lamentável, como citado em um artigo de Salt Lake Tribune sobre o suicídio de LGBTs: “Toda alma é preciosa para Deus e para a igreja, e a perda de vidas ao suicídio é devastador”. O Elder Oaks também disse que sua responsabilidade é ensinar as pessoas a serem amorosas, civis e sensíveis, fazendo com que as pessoas não se sintam inclinadas a tomar medidas extremas:

    "Eu acho que é uma pergunta que será respondida no dia do julgamento. Eu não posso responder a isso além do que já foi dito. Eu sei que esses acontecimentos trágicos acontecem.
    E esse não é o único tipo de caso, sobre a questão da preferência sexual. Há outros casos em que as pessoas tiram suas próprias vidas e culpam uma igreja – minha igreja, ou um governo, ou qualquer outra pessoa por terem tirado as próprias vidas, e eu penso que essas coisas devem ser julgadas por uma autoridade maior do que a que existe nesta Terra.
    E estou pronto para prestar contas perante essa autoridade, mas acho que parte da minha responsabilidade se estende a ensinar as pessoas a serem amorosas, civis e sensíveis aos outros, de modo que as pessoas não se sintam inclinadas ao suicídio, independentemente das divergências políticas, de qualquer regra de uma igreja, de qualquer prática religiosa ou de qualquer outra organização. Se elas são tratadas com bondade, seja no mais alto nível ou no nível local e geral, elas não levarão as pessoas a tomarem essas medidas extremas.
    É parte de minha responsabilidade ensinar isso. E, além disso, serei responsável perante uma autoridade superior com relação a isso. Esse é o modo como enxergo isso. Ninguém está mais triste sobre um caso como esse do que eu. Talvez essa seja uma boa nota para tomar."
     [21]
  4. O grupo da BYU mencionado não é oficial [22], como o artigo faz crer (talvez para galgar maior credibilidade).
  5. O artigo faz referencia a uma"excelente estudo estatístico" do Professor de Ciências Políticas Benjamin Knoll. Da onde é esse professor não consegui descobrir. O fato é que o link para o "excelente estudo" leva ao site nada confiável (de sátiras e distorções) "Racional Faiths". Lá menciona-se que "é importante especificar o que esta análise não diz. Como foi explicado [pelos professores], é quase impossível medir com precisão a orientação sexual das pessoas que cometem suicídio (como a orientação sexual não está incluído nas declarações de óbito). Assim, não podemos dizer definitivamente, de uma forma ou de outra, que os suicídios de jovens (...) utilizados nesta análise são da comunidade LGBT. No entanto, há uma série de evidências indiretas e empírica que sugere fortemente que a juventude LGBT são provavelmente uma proporção significativa desses suicídios nos estados com maior proporção de residentes Mórmons." O artigo repete que "não podemos dizer definitivamente (...) a identificação religiosa dos jovens que cometeram os suicídios(...). Eles podem ou não ser jovens mórmons". Ou em outras palavras: os pesquisadores supõem por meio de "evidências indiretas e empíricas" que o aumento de suicídio se deu entre gays mórmons jovens.quais essas evidências empíricas? A pesquisa não deixa claro. Nem o artigo do Vozes Mórmons.
  6. Saiba o que a Igreja pensa sobre suicídio aqui e aqui.

Eu iria abordar outro artigo, mas acho que já me alonguei demais neste. Vou dizer algumas coisas sobre a rede social da ABEM e atualizar este artigo no futuro para incluir outras análises. O fato é que todos podemos conhecer a verdade e ter um testemunho da Igreja. Precisamos ter cuidado onde  buscamos informações e conhecimento.

A página do Facebook da ABEM é um lugar ruim, pois repudia aqueles que defendem a Igreja (muitas pessoas tem seus comentários apagados e são bloqueadas) e utiliza sofismas e armadilhas para apanhar os servos de Deus. A foto de perfil da página é uma criança indígena - representando inocência e pureza, cultura e história. Armadilha! E para se protegerem dos que percebem suas mentiras, postam e fixam na Linha do Tempo um aviso para os orgulhosos. Será que eles leram a citação que estamparam?

Bem, recomendo fortemente descurtir a página (caso você a tenha curtido), e se o conteúdo for ofensivo proceder a denuncia do conteúdo no Facebook. Também o incentivo a alertar outros sobre essas vozes antimórmons.

A Igreja suporta a critica, a doutrina suporta o ataque - a perseguição nunca impediu o Evangelho de prosperar. O que sempre levou a Igreja à apostasia foi o enfraquecimento de seus membros. Os santos, quando se corrompem, corrompem a Vinha do Senhor. Tomemos cuidado com os inimigos de Deus, alguns dos quais se dizem mórmons estudiosos e fiéis.

Conclusão: Vozes Mórmon e ABEM fuja dessas páginas e sites. É prejudicial. 




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NOTAS


[1] "Não Usem Máscaras", Artigos - Jovens, lds.org

[2] "Como Preparar-se para ensinar", Ensinar e Aprender o Evangelho: Manual para Professores e Líderes dos Seminários e Institutos de Religião, 47–57. Outro manual da Igreja preceitua: "Evite o sensacionalismo, ou seja, contar algo com o intuito de causar espanto. Não tente tampouco produzir emoções fortes nas pessoas a quem ensinar." (Métodos Didáticos, "Ensino, não há maior chamado")

[3] "Varrer a Terra como um Dilúvio", Semana Educacional no campus da Universidade Brigham Young em Provo, Utah,  19 de agosto de 2014. Leia o discurso completo aqui.

[4] "Não Temas, Crê Somente", Conferência Geral outubro de 2015.

[5] Para ler sobre a Poligamia no site oficial da Igreja clique aqui e aqui. Para ler em sites não-oficias clique aqui, aqui e aqui. Elder M. Russel Ballard deu o seguinte conselho: "Os membros da Igreja não raro deixam os outros darem o tom da conversa. Um exemplo disso é o casamento plural. Essa prática foi interrompida oficialmente pela Igreja em 1890. Estamos em 2010. Por que ainda se fala nisso? Foi uma prática no passado. Terminou. Hoje a realidade é outra. Se as pessoas fizerem perguntas sobre a poligamia, apenas reconheçam que outrora foi praticada, mas não é mais e que as pessoas não devem confundir nenhum grupo polígamo com nossa Igreja. Em conversas no cotidiano, não percam tempo tentando justificar a prática da poligamia na época do Velho Testamento ou conjecturando por que foi praticada durante algum tempo no século XIX. Esses talvez sejam temas legítimos para historiadores e pesquisadores, mas acho que simplesmente reforçamos estereótipos quando fazemos disso um assunto central de conversas sobre a Igreja." ("Entusiastas, mas não na Defensiva", A Liahona Julho de 2010)

[6] http://mormonsandgays.org/

[7] Leia artigos oficias aqui e aqui e não oficias aquiaqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

[8] Por exemplo: Conferência Geral outubro de 1998 (discurso do Presidente Gordon B. Hinckley: O que as pessoas estão perguntando a nosso respeito?) e Conferência Geral outubro de 2015: "Eis ai tua Mãe").

[9] Leia o artigo completo aqui.

[10] "Joseph Smith", Conferência Geral outubro de 2014. Ver também: Russell M. Nelson, “Truth—and More,” [Verdade — e Mais] Ensign, janeiro de 1986, p. 71.

[11] "Mãos Que Ajudam e Brasil Voluntário Juntos Durante a Copa do Mundo", lds.org.br

[12] www.maosqueajudam.org.br/parcerias/

[13] Leia sobre como foi a participação dos membros na Copa aqui.

[14] www.maosqueajudam.org.br/conceito-maos-que-ajudam/

[15] Um dos líderes da Igreja ensinou: "Em um mundo em que se busca em toda a parte o reconhecimento, a posição, o poder, os elogios e a autoridade, honro aquelas pessoas maravilhosas e abençoadas que são verdadeiramente boas e sem dolo, motivadas pelo amor a Deus e a seu próximo, grandes mulheres e homens que estão “mais ansiosos por servir do que por dominar”. ("Verdadeiramente bons e sem Dolo", Élder Michael T. Ringwood, A Liahona Maio de 2015).

[16] “A disciplina da Igreja não é limitada apenas aos pecados sexuais, mas inclui outros, como assassínio, abortos, roubo, furto, fraude e outras desonestidades; desobediência deliberada às regras e aos regulamentos da Igreja, defesa ou prática da poligamia, apostasia ou qualquer outra conduta não cristã, incluindo desafio ou escárnio ao ungido do Senhor, contrária à lei do Senhor e à ordem da Igreja. (…) Entre as atividades consideradas apóstatas pela Igreja, incluem-se os membros que : ‘(1) repetidamente agem em clara, ostensiva, deliberada e pública oposição à Igreja ou a seus líderes; (2) persistem em ensinar como doutrinas da Igreja informações que não são doutrina da Igreja, após terem sido corrigidos por seu bispo ou autoridade maior; ou (3) continuam a seguir os ensinamentos de seitas apóstatas (como a que prega o casamento plural), depois de terem sido repreendidos por seu bispo ou autoridade maior’" (Conference Report,outubro de 1993, pp. 52–53; ou A Liahona, janeiro de 1994, p. 41).

[17] https://en.wikipedia.org/wiki/Utah

[18] http://www.megacurioso.com.br/politica/91732-os-10-paises-com-as-maiores-taxas-de-suicidio-do-mundo.htm

[19] http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/09/brasil-e-o-8-pais-com-mais-suicidios-no-mundo-aponta-relatorio-da-oms.html

[20] http://www.deepask.com.br/goes?page=Veja-ranking-de-estados-pelo-numero-de-suicidios-no-Brasil

[21] Leia a notícia aqui.

[22] https://byuusga.wordpress.com/about/about-us/

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