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Há Lavagem Cerebral na Igreja Mórmon?

Algumas pessoas acusam os mórmons – membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias – de fazerem “lavagem cerebral” em seus membros e pesquisadores. Parte da acusação advém de uma tentativa de explicar o grande crescimento da Igreja e a fidelidade dos membros: que comprometem muito tempo de sua vida servindo [1].
Entretanto, a acusação de lavagem cerebral é infundada e descabida.
Aqueles que frequentemente acusam os membros da Igreja de manipuladores e manipulados, ou melhor – pessoas manipuladas que são manipuladores de outras – são ex-membros da Igreja, que foram excomungados por condutas imorais e apostasia ou pessoas com fortes sentimentos anti-mórmon.
Todos sabemos que alguém que é antipático ou tem aversão à alguma causa dificilmente encontrará espaço no seu discurso para apontar virtudes – de fato, muito frequentemente, ainda que não intencionalmente, realçará o que considera mais pernicioso e maléfico – e acentuará aquilo que, ao seu ver, é vil e fraudulento. Muitas vezes essas pessoas, de maneira ardilosa, enganadora e calculista prestam falso testemunho com uma lábia fugaz, apenas para inflamar, perturbar, condenar e se autogratificar. Elas usam como evidencias fatos históricos pouco conhecidos cuja autenticidade é questionável, teorias não solidas ou elementos verdadeiros mas fora de contexto ou maquiados – com a finalidade de que seus argumentos pareçam plausíveis, mas, na verdade, não passam de lorotas e devaneios.

Mas o que é Lavagem Cerebral?

“A lavagem cerebral, lavagem de cérebro, reforma de pensamento ou reeducação é qualquer esforço constituído visando a mudar certas atitudes e crenças de uma pessoa – crenças estas consideradas indesejáveis ou em conflito com as crenças e conhecimentos das outras pessoas – utilizando-se, para tal, de métodos agressivos, como cansaço, substâncias químicas e persuasão, aplicados sobre pessoas que estão privadas da livre determinação de sua vontade (como prisioneiros de guerra, por exemplo). Por meio da lavagem cerebral, indivíduos passam a ter opiniões que não teriam se estivessem em condições de plena liberdade.” [2]
Certamente a Igreja não pode ser acusada de realizar lavagem cerebral como definido acima. Não há nenhum tipo de “método agressivo” de persuasão. Falando francamente nem se sabe ao certo se lavagem cerebral é uma prática possível – ou seja, há sérias questões médicas e psicológicas que duelam com a ideia de uma manipulação mental [3]
Não ignoramos que existam várias técnicas para enganar e iludir. Sobre a hipnose, por exemplo, a posição oficial da Igreja é:
“O uso da hipnose sob supervisão médica profissional e competente para o tratamento de doenças ou distúrbios mentais é uma questão médica que deve ser determinada pelas autoridades médicas competentes. Os membros não devem participar de sessões de hipnose para entretenimento ou demonstração.” [4]
O arbítrio, segundo a teologia da Igreja, é uma das dádivas mais sagradas e deve ser sempre protegido.  De fato, segundo o Livro de Mórmon e Doutrina e Convênios a liberdade deve ser defendida até com a espada se necessário (Alma 43:47 e D&C 98).
Satanás, que não tem um corpo, procura dominar-nos, manipular-nos e destruir-nos. Ele usa as distrações e os extremos – como o fanatismo e o ceticismo – para cumprir seus propósitos. Uma de suas grandes ferramentas é o mal que das drogas – pois elas embotam a mente e o espírito, tornando-nos vulneráveis, alienados e passivos ou raivosos – em outras palavras – nosso arbítrio fica seriamente prejudicado e Satanás exerce o controle sobre nosso mente e corpo.
A Igreja e a doutrina do evangelho se erguem contra toda substância, todo tratamento, todo costume, todo ato, toda ideia que limite ou retire a preciosa liberdade de escolha.

Ensino do Evangelho.

Alguns do opositores da Igreja afirmam que fazemos lavagem cerebral ao ensinarmos as criancinhas sobre o evangelho. Outros culpam os missionários da Igreja de aproveitadores – pois estariam manipulando por meio de técnicas de ardilosas – como a técnica daauto-sugestão – as pessoas que não são membros à se batizarem. A técnica da auto-sugestão seria usada, por exemplo, quando os missionários convidam seus pesquisadores a orar. Eles diriam como a pessoa deve orar – e como receberiam uma resposta divina. Quando a pessoa oreasse, então, lembraria do que os missionários ensinaram e, por ter aquela ideia preconcebida na mente, criaria uma resposta à sua oração a partir da imaginação.
Só tenho uma objeção quanto a tudo isso: é falsidade! E o é por vários motivos. Primeiro, os missionários são livres para ensinarem o evangelho como bem entenderem. Eles devem seguir os sussurros do Espírito e estão preparados para usar técnicas de ensino para ensinar adequadamente –mas não há manipulação. Reflitam: como ensinaríamos rapazes de 18 anos a serem mestres da manipulação em apenas 19 dias? Pois esse é o tempo que passam recebendo treinamento antes de suas missões, no Centro de Treinamento Missionário. E mesmo que conseguíssemos tal proeza em rapazes e moças tão jovens – seria impossível prever todo tipo de pessoas que eles encontrariam mundo a fora. Os missionários lidam com todo tipo de gente – das mais variadas personalidades – não há como estar preparado para manipular tantos tipos de pessoas: cultos, ignorantes, ricos, pobres. etc. Os grandes ‘mestres da manipulação” estudam durante anos – e mesmo assim não obtém 100% de sucesso em seu ofício. Pois é notório que nem todas as pessoas são passiveis de hipótese, por exemplo.
A Igreja tem 15 milhões de membros. Será que 15 milhões de pessoas foram enganadas e só uns poucos – os que deixaram a Igreja – são os iluminados, emancipados ou sábios que desvendaram o grande segredo da lavagem cerebral mórmon e se “libertaram” do controle mental?
Se essa ideia for levada em consideração peço que deem uma olhada, ainda que superficialmente, na vida das pessoas que são assíduas na Igreja. Elas se esforçam para participar da comunidade que estão inseridas, estudam arduamente e trabalham com honestidade. Os membros da Igreja são admirados em todos os lugares pela industriosidade, participação na política, no mundo dos negócios, no Judiciário, nas artes, na educação, na economia, etc. De fato, os membros da Igreja levam muito a sério a admoestação do Senhor de ser o sal da Terra, a luz do mundo (Mateus 5:13-14) – e não pedem para serem tirados do mundo, mas para serem libertos do mal (João 17:15).

Pai e Filha

Ensinado as criancinhas.


Os pais tem a sagrada responsabilidade de ensinar os filhos (D&C 68:25-28). Se os filhos irão seguir o ensinamento ou não os ensinamentos dos pais, poderão decidir quando forem adultos. O Élder D. Todd Christofferson, do Quórum dos Doze Apóstolos ensinou:
“Já ouvi alguns pais dizerem que não querem impor o evangelho a seus filhos, mas desejam que eles decidam por si mesmos sobre o que acreditarão e seguirão. Esses pais pensam que assim estarão permitindo que os filhos exerçam seu livre-arbítrio. O que eles se esquecem é que o exercício inteligente do livre-arbítrio exige o conhecimento da verdade, das coisas como elas realmente são (ver D&C 93:24). Sem esse conhecimento, não se pode esperar que os jovens compreendam e avaliem as alternativas que se lhes apresentarem. Os pais devem levar em consideração a maneira como o adversário aborda seus filhos. O inimigo e seus seguidores não estão promovendo a objetividade, mas são vigorosos promotores multimídia do pecado e do egoísmo.
A tentativa de manter a neutralidade em relação ao evangelho é, na realidade, uma rejeição à existência de Deus e de Sua autoridade. Devemos, sim, reconhecer a Ele e Sua onisciência, se quisermos que nossos filhos enxerguem com clareza as opções na vida e sejam capazes de pensar por si mesmos. Eles não precisam aprender por experiências dolorosas que “iniquidade nunca foi felicidade” (Alma 41:10).” [5]
Com base nesta perspectiva os pais procuram guiar os filhos em luz e verdade, ajudando-os a compreender o mundo que os cerca.

missionários

Instruindo os Missionários.


Como os que acusam os membros da Igreja insistem: os missionários são os grandes manipuladores – levando milhares à filiação. Como fui missionário e também instrutor de cerca de 400 missionários que passaram pelo Centro de Treinamento posso falar algo a respeito. Aquelas mentes jovens, cheias de vigor e ansiosas por aprender permaneciam somente 19 dias recebendo treinamento, para depois passarem 18-24 meses em uma parte do mundo encontrando-se com milhares de pessoas. Se esses missionários sofresse lavagem cerebral intensa no curto espaço de 19 dias – então, eu e meus colegas instrutores deveríamos ser considerados grandes mestres da manipulação. Mas estávamos apenas começando nossos cursos universitários. Mesmo que conseguíssemos persuadir tantos e modificar-lhes a mente, reprogramando-os – certamente os missionários poderiam libertar-se nos próximos anos, não é mesmo? Pois, depois de saírem do Centro de Treinamento, pouca supervisão teriam – apenas uma entrevista de 15 minutos a cada dois meses aproximadamente, com seu Presidente de Missão.
A verdade evidente é que o que converte e prepara os missionários é o Espírito Santo. O que eu fazia como professor deles era tão somente mostrar-lhes as escrituras e ensinar-lhes algumas técnicas. Que técnicas? Ensinava os missionários a olharem nos olhos das pessoas, a ouvirem o que elas tinham a dizer, a fazer perguntas com sentido, etc. Ensinava os missionários a serem didáticos e espirituais – não manipuladores. Manipulação é diferente de persuasão. A persuasão respeita o arbítrio. E é isso que ensinava. Para quem deseja saber mais sobre as técnicas de ensino dos missionários é só acessar o Manual que usam: Pregar Meu Evangelho, especialmente o capítulo 10.
Qualquer um que duvida do que eu disse não conhece os missionários da Igreja. Convido-os a conhecerem. Eles são jovens, são educados, são autênticos e são felizes. São disciplinados. Em sua rotina diária há oito horas de sono, duas horas de estudo, exercício físico e pelo menos três refeições. Há um brilho nos olhos deles. E esse é o Espírito irradiando sua luz através deles. Qualquer outra explicação soa como devaneio.
Os missionários ensinam sobre amor, fé e esperança. Eles ensinam sobre Cristo. Ensinam que Deus trouxe de volta à Sua Igreja nesses últimos dias. A maioria das pessoas não entra na Igreja por que aprendeu muito com os missionários – a maioria entra na Igreja porque sentiu que aquilo que eles falavam era algo bom e faria bem a elas.
É certo batizar uma pessoa que não sabe com toda certeza que a Igreja é verdadeira? Claro, se ela quiser ser batizada o que a impede? A fé não é um perfeito conhecimento, mas é uma esperança de que as coisas que não vemos são verdadeiras (Alma 32:21). O requisito para o batismo é desejo e humildade. Mas além disso, a Igreja adicionou vários requisitos: as pessoas precisam frequentar várias reuniões sacramentais aos domingos, precisam receber todas as lições missionárias, precisam ser entrevistadas por um missionário-líder, etc. Uma pessoa demora em média um mês para ser batizada no Brasil (e isso é bem rápido, em comparação a outros lugares do mundo) Em um mês, encontrando os missionários duas vezes por semana mais ou menos, ela poderá escolher entrar para Igreja ou não. E depois de entrar – permanecer ativa ou não. A escolha é sempre dela, e ninguém da Igreja a forçará a nada.
É verdade que podem existir casos de missionários que tentam manipular as pessoas. Mas esses são casos raros e infrutíferos. Esse tipo de missionário, se houver, não terá sucesso, porque o Espírito Santo não acompanha manipuladores.

Emoção e Espírito.

Algumas igrejas são frequentemente acusadas de manipuladoras. Talvez sejam mesmo. Mas A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não pode ser considerada uma delas. A Igreja realiza reuniões calmas, reverentes e ensina seus membros que o Espírito fala de modo sereno e pacifico. O Presidente Howard W. Hunter, que foi Presidente da Igreja deu este conselho:
“Quero deixar-lhes uma palavra de advertência. (…) Creio que se não tomarmos cuidado (…), podemos começar a simular a verdadeira influência do Espírito do Senhor por meios indignos e manipuladores. Fico preocupado quando me parece que uma emoção forte ou lágrimas fluentes são equiparadas à presença do Espírito. Sem dúvida o Espírito do Senhor pode fazer com que tenhamos emoções fortes, inclusive lágrimas, mas as manifestações externas não devem ser confundidas com a presença do Espírito propriamente dita”. [6]
O Espírito do Senhor sempre edifica.
Portanto, você não verá na Igreja pessoas pulando, dançando e atirando-se ao chão durante uma reunião. Nem verá louvores ardentes e discursos inflamados. Não que essas coisas sejam erradas pro si mesmas – mas que não combinam com a calma reverência que convida a revelação. O Elder Richard G. Scott ensinou:
“A influência inspiradora do Espírito Santo pode ser abafada ou mascarada por emoções fortes como a raiva, o ódio, a paixão, o medo ou o orgulho. Quando essas influências se apresentam, é o mesmo que procurar saborear o delicado sabor de uma uva tendo na boca uma forte pimenta. Ambos os sabores estão presentes, mas um se sobrepõe completamente ao outro. Semelhantemente, as emoções fortes sobrepõem-se aos delicados sussurros do Espírito Santo.” [7]

Meu testemunho.

Não conheço Igreja que disponibilize sua História de maneira tão abrangente quanto a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Há centenas de livros e artigos publicados. Os procedimentos da Igreja são conhecidos pelos membros. Tudo é feito de maneira organizada e clara.
Pessoalmente, não conheço doutrina que seja mais lógica, racional e clara que as doutrinas do evangelho restaurado. Tudo faz sentido e tudo se encaixa. É verdade que não conheço todas as coisas e que há muito a se aprender. Mas por meio de revelação toda pergunta pode ser sanada e toda duvida resolvida.
Enfim, não conheço manipulação ou lavagem cerebral alguma nesta Igreja. Pelo contrário – vejo pessoas inteligentes e nobres. Vejo bons vizinhos, bons cidadãos e exemplares cumpridores da lei. Vejo crianças talentosas, jovens que se destacam na música, literatura, artes e ciência. Vejo bons pais e grande líderes. De fato, há mórmons que se destacam em todas às áreas. O exemplo deles fala mais alto aqui. Se a alienação mental deles, causada por um rapaz acusado de louco do inicio do século XIX, concede tanta proeza e sucesso – tanta alegria e bem-estar – então é bom que todos tenham sua mente lavada pelos mórmons!
A loucura da pregação de Deus é mais sábia que todo argumento humano (I Coríntios 1:21, 25).
Alguns consideram que a obtenção de uma certeza de coisas espirituais é loucura. Essas pessoas não crêem que se possa obter um testemunho – que é um “conhecimento e confirmação espiritual que dá o Espírito Santo” (GEE “Testemunho”). Todavia, essas pessoas não podem provar sua afirmação. De maneira astuciosa e fraudulenta elas exigem um sinal – querendo receber uma manifestação espiritual que as convença terminantemente de que existe coisas que não se vêem e que a fé faz sentido. Essas pessoas não entendem que (1) não recebemos testemunho se não depois da prova de nossa fé (Éter 12:6) – o que significa que para recebermos ma confirmação espiritual precisamos viver o evangelho, precisamos prová-lo – porque o Senhor disse que “se alguém quiser fazer a vontade [do Seu Pai], pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo” (João 7:17) – é guardando os mandamentos que descobrimos que são bons e verdadeiros. (2) Satanás procura fazer com que as pessoas não acreditem em Deus e em seu poder – a incredulidade resulta no afastamento do homem de Deus. Cessam os dias de milagres quando o homem cede ao maligno (Morôni 7:35-37, 3 Néfi 1:22 e 2:3). (3) Se um injusto exigir um sinal, e persistir nesse desejo, querendo provar Deus, receberá um sinal– mas não para sua salvação. Essa pessoa faz parte de uma geração má e adultera (D&C 46:9, 63:11; Mateus 12:39). (4) Para se obter um testemunho deve-se:
  • ser humilde (“Sê humilde; e o Senhor teu Deus te conduzirá pela mão e dará resposta a tuas orações” – D&C 112:10; “Condição de ser manso e doutrinável (…). A humildade inclui reconhecermos nossa dependência de Deus e desejarmos sujeitar-nos a sua vontade” – GEE “Humildade”)
  • orar com fé, real intenção e um coração sincero (“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando” – Tiago 1:5-6; Coração é “o símbolo da disposição e vontade do homem e, figurativamente, a fonte de todas as emoções e sentimentos” – GEE “Coração”; “E, se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espírito Santo. E pelo poder do Espírito Santo podeis saber a verdade de todas as coisas – Morôni 10:4-5; “Também devemos orar com “real intenção”, o que significa que nos comprometemos a agir de acordo com a resposta que recebermos” – “Orar Sempre”, Pregar Meu Evangelho, pg. 74)
  • e guardar os mandamentos (“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele” – João 14:21)
Se fizermos essas coisas – mostrando a Deus que desejamos uma confirmação espiritual, ou um testemunho – Ele certamente responderá. Atentem para o ensinamento do Salvador:
“E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á;Porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lucas 11:9-13)

Como Deus vai responder?

De muitas maneiras. Mas o importante é que cada um de nós pode ter certeza absoluta que esta recebendo uma confirmação de Deus. Deus pode aparecer em visão? Sim. Deus pode se manifestar em sonho? Sim. Deus pode enviar seu anjo? Sim. Deus pode falar a nossa mente e a nosso coração – deixando nossa mente em paz e sem dúvidas e nosso coração alegre e sem temor? Sim, pode. Ele pode falar de diversas maneiras – basta estarmos atentos, dispostos e humildes.
Eu sei que Deus vive. Sei que esse Deus é um Pai de Amor – é meu Pai Celestial. Sei que Ele quer minha felicidade. Sei que Ele enviou Jesus Cristo – que morreu pro mim. Sei que Ele chamou um profeta nesses últimos dias, como fazia antigamente. Esse Profeta pregou o mesmo evangelho de salvação que tem sido pregado dês do inicio dos tempos. Eu sei que os missionários são servos de Deus. Eles levam adiante à obra iniciada por Joseph Smith, o Profeta da Restauração. Eu sei que há um profeta vivo que preside a Igreja de Jesus Cristo. Sei que essas coisas são verdadeiras – e ninguém – homens ou demônios – podem apagar as verdades que o Espírito de Deus escreveu em meu coração. Sei disso.

_______
NOTAS
[1] O Presidente Dieter F. Uchtdorf, conselheiro na Primeira Presidencia da Igreja contou uma história fictícia que ilustra o milagre do comprometimento dos membros da Igreja:
“Certa vez, um homem sonhou que estava em um grande salão, no qual estavam reunidas todas as religiões do mundo. Ele percebeu que cada religião tinha muitas coisas que pareciam desejáveis e dignas.
Encontrou um casal muito simpático que representava A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e perguntou: “O que vocês exigem de seus membros?”
Nós não exigimos nada”, responderam eles. “Mas o Senhor pede que consagremos tudo.”
O casal prosseguiu explicando sobre os chamados da Igreja, o ensino familiar e as professoras visitantes, a missão de tempo integral, as reuniões de noite familiar semanais, o trabalho do templo, os serviços humanitários e de bem-estar e a designação de dar aulas.
“Vocês pagam às pessoas para fazerem todo esse trabalho?”, perguntou ele.
“Oh, não”, explicou o casal. “Elas doam seu tempo sem nada cobrar.”
“Além disso”, continuou o casal, “a cada seis meses, os membros de nossa Igreja passam um fim de semana comparecendo ou assistindo a uma conferência geral de dez horas”.
“Dez horas vendo pessoas fazer discursos?” questionou o homem.
“E os serviços semanais de adoração na Igreja? Qual a duração deles?”
“Três horas, todos os domingos!”
“Oh, puxa”, disse o homem. “Os membros da sua Igreja realmente fazem o que vocês disseram?”
“Tudo isso e mais. Nem sequer mencionamos a história da família, os acampamentos dos jovens, os devocionais, o estudo das escrituras, os treinamentos de liderança, as atividades dos jovens, o seminário matutino, a manutenção dos edifícios da Igreja e, é claro, a lei de saúde estabelecida pelo Senhor, o jejum mensal para ajudar os pobres e o dízimo.”
O homem disse: “Agora estou confuso. Por que alguém desejaria filiar-se a uma Igreja assim?”
O casal sorriu e disse: “Estávamos justamente esperando você perguntar isso”. (“Venham e Juntem-se a Nós“, Conferência Geral outubro de 2013)
[2] “Lavagem Cerebral“, Wikipédia
[3] “Em 1987, a Câmara de Responsabilidade Social e Ética para a Psicologia (BSERP) da American Psychological Association(APA), provisoriamente, recusou o reconhecimento da lavagem cerebral, pela carência de informações científicas sólidas a seu favor, embora o debate continue em curso” (ver Dorland’s Medical Dictionary for Healthcare Consumers. Merck/Elsevier. 2007. Consultado em 2008-09-13.)
[5] “Disciplina Moral“, Conferência Geral Novembro de 2009.
[6] The Teachings of Howard W. Hunter, p. 184.
[7] “Receber Orientação Espiritual“, A Liahona Novembro de 2009.
____________
EXTRA
O psiquiatra americano Robert P. Lifton, professor de universidades como Harvard e Yale, analisou esse processo, que ele chama de Reforma do Pensamento – uma espécie de Lavagem Cerebral Refinada – e descreveu suas principais características em 8 passos, as quais comparo com a crença mórmon:
  1. Controle de pensamento – “Não é permitido ler material ou falar com pessoas que tenham ideias contrárias às do grupo. Em alguns casos, a vítima é geograficamente isolada da família e dos amigos.” No caso dos membros da Igreja: há muito incentivo para educação secular, e há espaço para o debate filosófico e cientifico. Os membros estão espalhados por todas as nações. Por exemplo: há 11 ramos da Igreja no Paquistão. A Igreja se esforço muito para se unir com pessoas das mais diversas culturas e religiões. O Presidente Thomas S. Monson, líder máximo da Igreja, tem 6 doutorados!
  2. Hierarquia rígida – “São criados modos uniformizados de agir e pensar, desenvolvidos para parecer espontâneos. A vítima é convencida da autoridade absoluta e do caráter especial – às vezes, sobrenatural – do líder.” Há uma hierarquia na Igreja, mas ela não é rígida. Os membros servem como líderes. Não há clero remunerado e especializado. Todos são chamados a contribuir. O profeta Joseph Smith ensinou: “Deus nada revela a Joseph que não revele aos Doze, e até mesmo o menor dos santos poderá receber todas as coisas, tão logo possa suportá-las”. (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, (org.), Joseph Fielding Smith, 1975, p. 145.)
  3. Mundo dividido – “O mundo é divido entre “bons” (o grupo) e “maus” (todo o resto). Não existe meio-termo. É preciso se policiar para agir de acordo com o padrão de comportamento “ideal”.” Os membros da Igreja acreditam que todos serão salvos em algum reino de glória, exceto um pequeno número de pessoas. Brigham Young ensinou: “Haverá oportunidade [de exaltação] para todos os que viveram e para todos os que vivem atualmente. O evangelho está aqui. A verdade, a luz e a retidão estão sendo levadas ao mundo, e todos aqueles que as aceitarem serão salvos no reino celestial de Deus. E muitos daqueles que não as aceitarem, por causa de ignorância, tradições, superstições e preceitos errados recebidos dos pais, herdarão um reino bom e glorioso, vindo a desfrutar e receber muito mais do que o homem pode conceber, a não ser por meio de revelação.” (DBY, p. 389)
  4. Delação premiada – “Qualquer atitude errada, ainda que cometida em pensamento, deve ser reportada ao líder. Também se deve delatar os erros alheios. Isso acaba com o senso de privacidade e fortalece o líder.” Deus exige que guardemos Seus mandamentos. Pecamos, não só com atitudes ruins, mas em pensamento. Todavia não precisamos confessar todos os pecados ao bispo. Confessamos pecados sérios, como a quebra da lei da castidade, para que Ele no ajude no processo de arrependimento. Porém, devemos confessar tudo à Deus. Não há “deleção premiada” – ninguém “sobe na Igreja” por “fofocar” sobre alguém.
  5. Verdade verdadeira – “O grupo explica o mundo com regras próprias, vistas como cientificamente verdadeiras e inquestionáveis. A vítima acredita que sua doutrina é a única que oferece respostas válidas.”  Cremos que há muito de bom em todo lugar. Nossa 13° Regra de Fé preceitua: “Cremos em ser honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos, e em fazer o bem a todos os homens; na realidade, podemos dizer que seguimos admoestação de Paulo: Cremos em todas as coisas, confiamos em todas as coisas, suportamos muitas coisas esperamos ter a capacidade de tudo suportar. Se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos.”
  6. Código secreto – “O grupo cria termos próprios para se referir à realidade, muitas vezes incompreensíveis para as pessoas de fora. Uma linguagem muito específica ajuda a controlar os pensamentos e as ideias.” Na Igreja esforçamo-nos para sermos compreendidos. Os missionários e professores procuram explicar as escrituras – que contém uma linguagem difícil – de maneira clara. Cremos nisso: “Um homem demonstra ter verdadeira inteligência quando toma um assunto que é misterioso e grandioso por si mesmo e o desvenda e simplifica, de modo que até uma criança consiga compreende-lo.” (Presidente John Taylor, Pregar Meu Evangelho capítulo 2).
  7. Meu mundo e nada mais – “O grupo passa a ser a coisa mais importante – se bobear, a única. Nenhum compromisso, plano ou sonho fora daquele ambiente é justificável.” Bem, certamente os que compreendem o Evangelho, o amam. E chegam a dar a vida, se for necessário. Tal compromisso longe de ser loucura, é um atributo essencial para integridade de um cidadão de bem.
  8. Ninguém Sai – “A vítima se sente presa, pois não pode imaginar uma vida completa e feliz fora do grupo. Isso pode ser usado por políticos e militares para justificar execuções.” Pessoas entram na Igreja e são livres para sair, para se converter à outras crenças. Desejamos que fiquem firmes, mas se desejarem sair, respeitamo esta escolha.

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