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Progresso entre Reinos de Glória

AVISO: Antes de ler este artigo é preciso ter um conhecimento razoável sobre as doutrinas da teologia mórmon a seguir (clique nos tópicos para acessar textos correspondentes aos assuntos):
- Mundo Espiritual
- Julgamento Final
- Reinos de Glória
- Exaltação

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Alguns poucos estudiosos da Igreja supõem que após o Julgamento Final os que forem destinados aos Reinos Telestiais e Terrestriais, poderão progredir para o Reino Celestial.

Há três possibilidades de resposta para explicar sobre o progresso entre reinos: (1) não é possivel progredir entre os reinos de glória, (2) é possivel progredir entre os reino de glória, e (3) é possivel progredir entre os reinos de glória "mas os indivíduos que inicialmente herdaram a Glória Celestial sempre estarão a frente dos demais."

A verdade é que a possibilidade dois e três são essencialmente idênticas. Ou há progresso, ou não há. Explorar como se dará esse progresso não inova a possibilidade.

Verdade, também, que se pode tomar uma posição diversa das relacionadas acima. Eis que há uma citação antiga, do Secretário da Primeira Presidência que, longe de demonstrar se há avanço entre reinos ou não, após o Julgamento Final, explica que a Igreja é neutra, pois não há revelação oficial a respeito [1].

Certas citações foram utilizadas para corroborar que há progresso entre os reinos.

Uma delas é uma citação atribuída a Joseph Smith. Todavia, ela não pode ser relacionada diretamente a condição após o Julgamento Final. Ele disse tão somente:
"Não há qualquer época em que o Espírito seja velho demais para se aproximar de Deus. Todos estão sob o alcance da misericórdia perdoadora, caso não tenham cometido o pecado imperdoável." [2]
De fato, esta última citação, faz parte de um contexto de instruções dadas em 3 de outubro de 1941, sobre a redenção dos mortos. Sendo assim, o Profeta claramente estava explicando sobre a possibilidade de progresso dentro do mundo espiritual - e não o progresso entre Reinos de Glória. [3]

Há inclusive ensinamentos do Profeta Joseph Smith que ensinam contra o progresso entre Reinos, como se demonstrará mais a frente.

Uma outra citação, extraída Journal of Wilford Woodruff , é, talvez a citação mais forte que realmente dá margem para interpretação de que há progresso entre reinos após o Juízo Final, ou pelo menos, é a de maior credibilidade. O Presidente Woodruff, bem como o Presidente Brigham Young são profetas de Deus, e ensinaram muito sobre o evangelho. Infelizmente alguns de seus discursos e escritos, podem conter vícios na forma e no conteúdo. Outro texto similar, e produzido quase na mesma época, é o Journal of Discourses:
A exatidão de algumas transcrições [do Journal of Discourses] foi questionada. Não havia tecnologia e processos modernos para verificar a exatidão das transcrições, e alguns erros importantes foram documentados. O Journal of Discourses inclui ensinamentos interessantes e esclarecedores proferidos por antigos líderes da Igreja; contudo, por si só, não é uma fonte autorizada de doutrina da Igreja. (lds.org)
Levando em consideração, porém, que a citação seja exata e correta, passemos a analisa-la (retraduzimos alguns trechos) [4]:
"Eu participei do círculo de oração no entardecer... Ao conversar sobre vários princípios, o Presidente Young disse que ninguém herdaria essa Terra quando ela se tornasse Celestial e seria transladado à presença de Deus além daqueles que fossem coroados como deuses e que estivessem aptos à suportar a plenitude da presença de Deus, com exceção de que lhes seria permitido levar consigo alguns servos, sob sua responsabilidade. Todos os outros teriam que herdar outro reino, de acordo com a lei que guardaram. Ele disse que eles eventualmente teriam o privilégio de provarem-se dignos e avançar para um reino celestial, mas seria um processo lento."
 Primeiramente a questão do não progresso entre reinos é deixada clara, mesmo nesta citação. Tanto é assim que o Presidente Young menciona que "ninguém" herdaria a Terra Celestializada, a não ser os deuses. Então a regra esta bem fundamentada. A questão central esta na última frase: "Ele disse que eventualmente eles [os servos] teriam o privilégio de provarem-se dignos e avançar para um reino celestial, mas seria um processo lento." Agora, podemos entender de duas formas esta passagem: ou estes servos vieram de um Reino Terrestre e Teleste - e podem progredir ao Celeste de modo lento, ou podemos interpretar "reino" de outra maneira - e relembrar que no próprio Reino Celestial há três divisões, chamadas céus ou graus (D&C 131:1). Essas divisões também poderíamos chamar de reinos? Provavelmente, pois "há muitos reinos; pois não existe espaço em que não haja reino; e não existe reino em que não haja espaço, seja um reino maior ou um reino menor." (D&C 88:37).

O que talvez o Presidente Young estivesse dizendo é que os deuses, no mais alto grau de glória, poderiam ter servos de divisões inferiores do próprio mundo Celestial - e esses poderiam passar de uma esfera menor, para outra maior, sem contudo, chegar a condição de deuses. É evidente que esta interpretação leva em consideração um serie de outras escrituras e citações. Mas é a alternativa que encontramos para não sustentar uma progresso entre reinos (o que fugiria da teologia conforme posição majoritária, como demonstrarei abaixo), esvaziar a hipótese de que houve erro na transcrição da conversa ou deixar de alegar que o Presidente Young ou o Presidente Woodruff - ou ambos - estivessem equivocados. O que certamente poderia acontecer, pois mesmo os servos de Deus estão sujeitos ao erro de opinião [5].

Conforme ensinou o Elder James E. Talmage:
Para todos aqueles que não perderam seu direito a ela, as haverá algum grau de salvação; a exaltação se dá somente aqueles que por justo esforço conseguiram o direito de pedir a liberalidade misericordiosa de Deus por meio da qual é concedidaNem todos os que se salvarem receberam a exaltação das glórias mais altas: não se darão os galardões em oposição à justiça; nem se imporão castigos sem consideração à misericórdia. Ninguém poderá ser admitido a nenhum grau de glória, isto é, nenhuma alma poderá ser salva até que a justiça tenha sido satisfeita pela lei violada. Nossa crença na aplicação universal da expiação não encerra nenhuma suposição de que todo o gênero humano se salvará com igual galardão de glória e poder. No reino de Deus há numerosos graus ou gradações destinados aos que os merecerem; na casa de nosso Pai há muitas moradas, as quais somente se admitirão os que estiverem preparados. (...) Por palavra direta do Senhor sabemos que a reino ou glórias graduados. [6]
Outras citações utilizadas pelos defensores do progresso entre reinos não se relaciona necessariamente ao avanço entre os Reinos de Glória, com exceção de uma do Presidente Hyrum Smith. Sua citação foi escrita por Franklin D. Richards, e é confusa.

Eis um pequeno trecho da mesma: "Hiram [Smith] disse no dia 1 de Agosto de 1843 que aqueles da Glória Terrestrial irão avançar para a Celestial ou retroceder para a Telestial” [7] Nós não localizamos a citação no livro mencionado pelas referencias de quem se utiliza desta citação. O que dificulta entendermos o contexto da mesma. Só por ela não podemos compreender o que Hyrum estava dizendo. Talvez ele estivesse se referindo a possibilidade que as pessoas, de um nível terrestrial, possuem de nesta vida ou no mundo espiritual, progredir ou regredir. De fato, assim como a lua tem diversas fases, as pessoas numa condição terrena podem ou regredir para um estado telestial ou avançar para um celestial. Se ele estava realmente defendendo progresso entre reinos de glória após o Julgamento Final sua posição é minoritária.


Posição de Neutralidade sobre se há ou não o progresso dos Reinos de Glória

Devido a constatação de algumas citações que podem dar margem a ideia de que haveria progresso entre os reinos, após a ressurreição - e a citação do secretário da primeira presidência dizendo que não há posição definitiva, alguns assumem uma posição de neutralidade.

Ter uma posição de imparcialidade após verificar e analisar as escrituras e as diversas citações, na minha visão, inexiste. (*). A escolha da neutralidade é uma posição, e neste caso me parece uma fuga fácil, devido a duas ou três citações que, sem serem contextualizadas (ou estarem terrivelmente erradas), dão margem a contrariar dezenas de escrituras e citações sobre o tema.

Portanto, ouso discordar da posição de neutralidade.

Prefiro tomar uma posição, mesmo que não terminativa. Prefiro ter uma opinião, mesmo que não perfeita. E em meus esforços para compreender, ouvir os que pensam de forma contrária - e se, preciso, mudar radicalmente de posição. Prefiro isso do que ficar "em cima do muro" - pois não dá para ser isolado quando se se depara com tantas citações e escrituras.

Mostrarei as escrituras que corroboram com minha posição, bem como as citações, embora haja outras, pois não esgoto o tema. E também mostrarei a interpretação sistemática e teleológica que me fez chegar a conclusão de que, após o Juízo Final, final será o destino dos homens e mulheres.

Citações

Vários profetas explicaram que não há progresso entre os Reinos de Glória, após o Julgamento Final. Eis algumas delas:
“Uma vez que uma pessoa entre nestas glórias haverá progresso eterno sob a linha de cada uma dessas glórias particulares, mas o privilégio de passar de uma a outra (apesar de talvez isto ser possível com alguns indivíduos fieis e portadores de dons especiais) não será provido.”[8]
Joseph Fielding Smith disse: 
"Tem sido perguntado se é possível para alguém que herdar a glória Telestial avançar com o tempo para a glória Celestial. A resposta para essa pergunta é, não! As escrituras são claras com relação a esse ponto.”[9]
Outra:
“O Presidente Spencer W. Kimball concordou. Ele escreveu, ‘Não há progresso entre reinos. Após uma pessoa ser designada para seu lugar no reino, seja ele Telestial, Terrestrial ou Celestial, ou para sua exaltação, ele jamais avançará de sua glória designada para outra glória. Isso é eterno. É por essa razão que devemos fazer nossas escolhas antes em nossa vida e por isso que é imperativo que tais decisões sejam corretas.”[10]
E mais uma:
“Eles nem progredirão de um reino para outro, nem um reino menor jamais chegará aonde um reino maior um dia esteve. O que quer que progresso eterno signifique, está dentro dentro de sua própria esfera.”[11]
Agora listaremos outras citações:

Bruce R. McConkie, um dos maiores teólogos da Igreja, disse:
É a partir dessas revelações que recitam que os seres ressuscitados aparecem com diferentes tipos de corpos [D&C 76; 88: 16-33; 1 Cor. 15:35-58] que nós aprendemos algumas das muitas razões que inexiste e não pode haver progressão de um grau de glória para outro após a ressurreição [12]
O presidente George Albert Smith, quando já era Presidente da Igreja (e, portanto, detinha autoridade absoluta para explicar as escrituras [13] ) explicou:
"Existem algumas pessoas que supõem que, se nos recebermos corpos telestiais, eventualmente, ao longo dos séculos da eternidade, iremos continuar a progredir até encontrar nosso lugar no reino celestial, mas as Escrituras e as revelações de Deus têm dito que aqueles que são vivificados com corpos telestiais não pode ir  até onde Deus e Cristo moram, mundos sem fim. [14]
O Élder Bruce R. McConkie foi muito enfático ao criticar a doutrina da progressão entre reinos após o Julgamento Final:
Há aqueles que dizem que há progressão de um reino para outro nos mundos eternos ou, se não, que os reinos inferiores eventualmente progridem para onde os reinos mais elevados estiveram alguma vez. Isso é pior do que falso! É uma doutrina má e perniciosa.
Acalma os homens em um estado de segurança carnal. Isso faz com que eles digam: 'Deus é tão misericordioso, certamente Ele nos salvará a todos eventualmente. Se não ganharmos agora o reino celestial, eventualmente, então por que se preocupar?' Ele permite que as pessoas vivam uma vida de pecado aqui e agora com a esperança de que eles serão salvos eventualmente.
A verdadeira doutrina é que todos os homens serão ressuscitados, mas eles surgirão na ressurreição com diferentes tipos de corpos - alguns celestiais, outros terrestres, outros telestiais e outros com corpos incapazes de manter qualquer grau de glória. O corpo que recebemos na ressurreição determina a glória que recebemos nos reinos que estão preparados. [15]
O Presidente Joseph Fielding Smith ensinou:
Não haverá avançamento de um reino inferior para outro superior. Tem sido perguntado se é possível que alguém que herde a glória teleste, avance com tempo para glória celeste.
A resposta é: Não!
As escrituras são claras neste ponto. Referindo-se aos que vão para o reino de teleste, diz a revelação: 'E serão servos do Altíssimo; mas onde Deus e Cristo habitam não poderão vir, mundos sem fim'  (D&C 76:112).
A despeito desta declaração, os que não compreendem a palavra do Senhor argumentam que, embora seja certo não poderem ir para onde Deus está, 'mundos sem fim', ainda assim chegaram onde Deus esteve, mas então ele já terá progredido para novas alturas.
Isto é um raciocínio falso, ilógico, e que provoca dano fazendo as pessoas pensarem que podem procrastinar seu arrependimento, mas que, com o tempo, alcançarão a exaltação na glória celestial.
Os Reinos Progridem em direções diferentes. Vejamos agora como é falho tal raciocínio. Se os que entram para glória teleste podem, com o tempo, progredir até atingirem o estágio no qual o celestial se encontra agora - então eles estão na glória celestial, mesmo que ela haja progredido, não é? Sendo este o caso (digo isto apenas como argumento, pois não é verdade), eles participam de todas as bênçãos que são celestiais agora. Isto significa que se tornam deuses, são exaltados, ganham a Plenitude do Pai e recebem a "continuação das sementes para todo o sempre". O Senhor, entretanto, diz que essas bênçãos, que são bênçãos celestiais, eles jamais terão; elas lhes serão negadas para sempre!
(...)
Na seção 131, diz o Senhor, por intermédio do Profeta Joseph Smith: 'Na glória celestial há três céus ou graus; E para obter o mais elevado, um homem precisa entrar nesta ordem do sacerdócio [que significa o novo e eterno convênio do casamento]; E se não o fizer, não poderá obtê-lo. Poderá entrar em outro, mas esse será o fim de seu reino; ele não poderá ter descendência.' (D&C 131:1-4) Assim vemos que mesmo no celestial, alguns são barrados e não podem obter exaltação.
A questão é melhor esclarecida ainda na seção 132: 'Porque esses anjos não guardaram minha lei; portanto, não podem crescer, mas permanecem separados e solteiros, sem exaltação, no seu estado de salvação, por toda a eternidade; e daí em diante não são deuses, mas anjos de Deus para todo o sempre.' (D&C 132:17). Os anjos aqui citados incluem os que entram no reino celestial, mas não obtém a mais elevada glória neste reino.
Na mesma seção, o Senhor diz: 'Em verdade, em verdade vos digo: A não ser que guardeis minha lei, não obtereis esta glória. Pois estreita é a porta e apertado o caminho que leva à exaltação e à continuação das vidas, e poucos há que o encontram, porque no mundo não me recebeis nem me conheceis. Mas se me receberdes no mundo, então me conhecereis e recebereis vossa exaltação; para que, onde eu estiver, estejais vós também.
Isto é o significado de vidas eternas: Conhecer o único sábio e verdadeiro Deus e Jesus Cristo, a quem ele enviou. Eu sou ele. Recebei, portanto, minha lei. Larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz às mortes; e muitos há que entram por ela, porque não me recebem nem guardam minha lei.' (D&C 132:21-25)
Pois bem, se um homem é privado da 'continuação das vidas' para sempre - e a falta dessas bênçãos é tida como conducente às mortes, ou falta de continuação de vidas, ou progresso - então ele não pode alcançar a glória celestial 'mundos sem fim'; porque a glória celestial é 'a continuação das vidas' ou o progresso eterno; é ser deuses, mesmo filhos de Deus." [16]

Em D&.C 88:51-61 o Senhor dá uma parábola. O significado desta parábola é explicado da seguinte maneira:
"Moisés presenciou numa visão que o Salvador havia criado muitos mundos semelhantes a esta terra, e que eles também eram habitados (ver Moisés 1:27-29). Os habitantes desses mundos são filhos e filhas de Deus, preciosos à sua vista. O Salvador é responsável por estas criações, e as visita em seu próprio e devido tempo. O Élder Orson Pratt explicou:
"O Senhor desejava representar estes reinos de modo que pudéssemos entender o que ele nos queria transmitir, por isto o fez em forma de parábola, para auxiliar nosso fraco entendimento (...) Diria o interlocutor - 'Não compreendo essa ideia de o Senhor sair de um lugar e ir para outro.' Para entendermos isso, voltemo-nos ao nosso próprio globo. Não esperamos que o Senhor venha visitar-nos, a determinados intervalos de tempo, e permanecer um pouco conosco, cerca de mil anos. Sim, então nos alegraremos "com a luz do seu semblante". Ele habitará entre nós, e será o nosso Rei e reinará como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele terá um trono em Sião, e outro no Templo de Jerusalém, e trará consigo os doze discípulos, que estiveram a seu lado durante o ministério em Jerusalém; os quais comerão e beberão com ele; e todos os habitantes desta esfera que são considerados dignos de serem chamados Sião, o puro de coração, se alegrarão com o semblante do Senhor por mil anos, quando a terra descansará. Depois disso, que acontecerá? O Senhor irá embora. Por que? Para cumprir outros desígnios; pois ele tem outros mundos ou criações e outros filhos e filhas, talvez tão justos quanto os que habitam este planeta, e eles, como aconteceu conosco, serão visitados, e também se alegrarão com o semblante do Senhor. Assim ele irá, em seu próprio e devido tempo, de um a outro reino ou de um a outro mundo, fazendo com que os puros de coração, a Sião levantada dentre aquelas criações, possa rejubilar em sua presença.
"Mas há outra coisa que gostaria de que compreendêsseis. Essa situação não perdurará por toda a eternidade, ela é apenas a preparação para algo maior. Em que consiste? Com o passar do tempo, quando cada uma dessas criações cumprir a medida e limites estabelecidos e o tempo previsto para continuarem nesse estado temporal, ela e seus habitantes que forem dignos, se tornarão celestiais e glorificados. Então, daquela época em diante e para sempre, não mais existirá um véu entre Deus e seu povo que é santificado e glorificado, e já não haverá necessidade de ele retirar-se de um mundo para visitar outro, pois todos estarão em sua presença." [17]
O Élder James E. Talmage, que em em certa época acreditou no progresso entre reinos, e deixou de crê-lo, posteriormente, disse:
"O Senhor nos falou de lugares preparados para aqueles que têm direito à salvação. Ele nos disse que aqueles que guardarão todas as leis e mandamentos de Deus poderão ir para onde Ele está e serão herdeiros da glória e do poderes celestiais. E Ele nos falou de graus menores, os quais outros, que não conseguiram elevar-se à condição de se apoderarem da bênção da vida eterna, em sua plenitude, irão; e relativo ao último destes reinos de glórias, conhecido por nós como o Telestial, o Senhor disse que é mais excelente em glória de tudo o que a mente humana pode conceber, e ainda os que forem aos Reino Telestial serão condenados, na medida em que suas ações os tornaram incapaz de alcançar as glórias mais elevadas e as bênçãos que significam poder e avanço." [18]
"Na falta de revelação direta, sem a qual não se pode ter conhecimento absoluto do assunto, é razoável crer que, de acordo com o plano de Deus de progresso eterno, haverá desenvolvimento dentro de cada um dos três reinos designados. Entretanto, quanto a possibilidade de progredir de um reino a outro, as Escrituras não fazem nenhuma afirmação positiva. É concebível o progresso eterno por diversas linhas. Podemos concluir que os graus e divisões serão para sempre uma das características dos reinos de nosso Deus. A eternidade é progressiva; a perfeição relativa. O atributo essencial do propósito vivente de Deus é o poder de aumento eterno que o acompanha." [19]

Problemas de se crer no Progresso entre Reinos

Além dos problemas de racionalização do pecado, apontados pela citação do Presidente Joseph Fielding Smith e Elder Bruce R. McConkie - alguém que crê na progressão entre reinos de glória, após o Julgamento Final, precisa refutar todas as declarações feitas pelos profetas e adequar a interpretação de diversas escrituras que passo a mencionar agora.

Primeiramente Alma, ao explicar a seu filho rebelde sobre a ressurreição, disse:
E agora, meu filho, tenho algo a dizer sobre a restauração da qual se tem falado; pois eis que alguns desvirtuaram as escrituras e se desencaminharam por essa razão. E eu percebo que tua mente também tem estado preocupada a esse respeito. Eis, porém, que eu te explicarei isto.
Digo-te, meu filho, que o plano de restauração é imprescindível à justiça de Deus; pois é necessário que todas as coisas sejam restauradas em sua própria ordem. Eis que é imprescindível e justo, de acordo com o poder e ressurreição de Cristo, que a alma do homem seja restituída a seu corpo e que, ao corpo, sejam restituídas todas as suas partes.
E é imprescindível à justiça de Deus que os homens sejam julgados de acordo com suas obras; e se suas obras foram boas nesta vida e se os desejos de seu coração foram bons, que sejam também no último dia restituídos ao que é bom.
E se suas obras são más, ser-lhes-ão restituídas para o mal. Portanto, todas as coisas serão restauradas em sua própria ordem; cada coisa na sua estrutura natural —mortalidade elevada à imortalidade, corrupção à incorrupção — levantados da tumba para a felicidade infinita, a fim de herdarem o reino de Deus, ou para a miséria eterna, a fim de herdarem o reino do diabo; um de um lado, o outro de outro
Um, ressuscitado para a felicidade, de acordo com seu desejo de bem; ou para o bem, segundo seu desejo de retidão; e o outro, para o mal, segundo seu desejo de mal; porque assim como ele desejou praticar o mal no decorrer do dia, terá a recompensa do mal quando chegar a noite.
E assim é do outro lado. Se ele se arrependeu de seus pecados e desejou retidão até o fim de seus dias, assim também será recompensado com retidão.
 Estes são os remidos do Senhor; sim, aqueles que são retirados, que são libertados daquela interminável noite de trevas; e assim se mantêm ou caem, pois eis que são seus próprios árbitros para fazerem o bem ou o mal.
Ora, os decretos de Deus são inalteráveis; portanto, o caminho está preparado, para que, todo aquele que quiser, possa trilhá-lo e ser salvo.
E agora, meu filho, não te arrisques a mais uma ofensa contra teu Deus sobre esses pontos de doutrina, com os quais te arriscaste até aqui a cometer pecado.
Não penses que por ter sido falado acerca de restauração, serás restituído do pecado para a felicidade. Eis que te digo que iniquidade nunca foi felicidade.
(...) mas o significado da palavra restauração é restituir o mal ao mal ou o carnal ao carnal ou o diabólico ao diabólico — o bom ao que é bom; o reto ao que é reto; o justo ao que é justo; o misericordioso ao que é misericordioso.
Portanto, meu filho, sê misericordioso para com teus irmãos: age com justiça, julga com retidão e pratica o bem continuamente; e se fizeres todas estas coisas, receberás teu galardão; sim, a misericórdia ser-te-á restituída novamente; a justiça ser-te-á restituída novamente; um julgamento justo ser-te-á restituído novamente; e novamente serás recompensado com o bem.
Porque o que de ti sair, a ti retornará e será restaurado. Portanto, a palavra restauração condena o pecador mais plenamente e em nada o justifica. (Alma 41, itálicos adicionados, também sublinhei).
Este capítulo dá a entender o caráter perpetuo da condição em que ressuscitarmos. De fato, as recompensas de nosso desejos e atos nos levarão a um destino certo e seguro, pois "os decretos de Deus são inalteráveis".

A imutabilidade da sentença final é tema de várias pregações nas escrituras. Amuleque disse:
"Pois eis que esta vida é o tempo para os homens prepararem-se para o encontro com Deus; sim, eis que o dia desta vida é o dia para os homens executarem os seus labores.
E agora, como vos disse antes, já que haveis tido tantos testemunhos, peço-vos, portanto, que não deixeis o dia do arrependimento para o fim; porque depois deste dia de vida que nos é dado a fim de nos prepararmos para a eternidade, eis que, se não fizermos melhor uso de nosso tempo nesta vida, virá a noite tenebrosa, durante a qual nenhum labor poderá ser executado.
Não podereis dizer, quando fordes levados a essa terrível crise: Arrepender-me-ei para retornar a meu Deus. Não, não podereis dizer isso; porque o mesmo espírito que possuir vosso corpo quando deixardes esta vida, esse mesmo espírito terá poder para possuir vosso corpo naquele mundo eterno.
Pois eis que, se deixastes o dia do arrependimento para o dia da vossa morte, eis que vos tendes submetido ao espírito do diabo e ele vos sela como seus; portanto, o Espírito do Senhor se apartou de vós e não tem lugar em vós; e o diabo tem sobre vós todo o poder e este é o estado final dos iníquos.
E isto eu sei, porque o Senhor disse que não habita em templos impuros, mas no coração dos justos ele habita; sim, e disse também que os justos se sentarão em seu reino para não mais sair; suas vestimentas, porém, deverão ser alvejadas pelo sangue do Cordeiro." (Alma 34:32-36, adicionei itálicos e sublinhei)
A imutabilidade da recompensa eterna fica muito clara também com Paulo, quando explica sobre a ressurreição - e diz que há corpos telestes, terrestres e celestes:
"Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?
Insensato! O que tu semeias não vivificará, se primeiro não morrer.
(...) Mas Deus dá-lhe o corpo como quer (...)
Nem toda carne é uma mesma carne (...)
E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes, e outra a dos terrestres. Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.
Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Há corpo natural, e há corpo espiritual. (...) E assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial. (1 Coríntios 15:35-49,  adicionei itálicos e sublinhei)
Nossa condição neste segundo estado de existência, mortalidade, nos permite avançar ou regredir de gloria - mas após a "noite tenebrosa" nenhum labor poderá ser executado. O tempo para o arrependimento e preparação para o encontro com Deus se chama hoje!

O tempo para "saltar" o "sempiterno abismo da morte e miséria" para "a salvação de nossa alma" é agora (Alma 26:20).

Veja, por exemplo, aqueles que não venceram seu primeiro estado: nunca desfrutarão da mortalidade - e nunca terão um corpo físico. Mas os que guardaram "seu primeiro estado" receberam "um acréscimo", ou seja, um corpo e um teste mortal; e os que não guardaram seu primeiro estado não terão NUNCA glória no mesmo reino que aqueles que guardaram seu primeiro estado; "e os que guardarem seu segundo estado terão um acréscimo de glória sobre sua cabeça para todo o sempre" (Abraão 3:26).

Mórmon comenta, no livro de Helamã, que Deus é misericordioso, neste segundo Estado, a ponto de permitir que todos - mesmo aqueles que talvez não tenham sido tão valentes em seu esforço pré-mortal (pois nem todos eram iguais, Alma 13:5) - possam entrar em seu Reino Celestial:
"Assim podemos ver que o Senhor é misericordioso para com todos os que invocam seu santo nome com sinceridade de coração.
Sim, vemos, portanto, que a porta do céu está aberta a todos, sim, a todos os que vierem a crer no nome de Jesus Cristo, que é o Filho de Deus.
Sim, vemos que quem o desejar poderá aderir à palavra de Deus, que é viva e eficaz, que romperá ao meio todas as artimanhas e as armadilhas e os artifícios do diabo; e guiará o homem de Cristo por um caminho estreito e apertado, através daquele abismo eterno de miséria que foi preparado para tragar os iníquos — E depositar sua alma, sim, sua alma imortal, à mão direita de Deus no reino dos céus, para sentar-se com Abraão e Isaque e Jacó; e com todos os nossos santos pais, para não mais sair." (Helamã 3:27-30, sublinhei e adicionei itálicos)
Jacó exortou seu povo a arrepender-se, pois o tempo para prosseguir pelo "caminho estreito e apertado, através daquele abismo eterno de miséria" era o do curto período mortal. Ele disse:
"Ó, meus amados irmãos, vinde, pois, ao Senhor, o Santo. Lembrai-vos de que seus caminhos são justos. Eis que o caminho para o homem é estreito, mas segue em linha reta adiante dele; e o guardião da porta é o Santo de Israel; e ele ali não usa servo algum, e não há qualquer outra passagem a não ser pela porta; porque ele não pode ser enganado, pois Senhor Deus é o seu nome.
E a quem quer que bata, ele abrirá; e os sábios e os instruídos e os ricos que são orgulhosos de seu conhecimento e de sua sabedoria e de suas riquezas — sim, estes são os que ele despreza; e a menos que se despojem de todas estas coisas [neste segundo estado] e considerem-se insensatos diante de Deus e humilhem-se profundamente, ele não lhes abrirá.
As coisas dos sábios e dos prudentes, porém, ser-lhes-ão ocultas para sempre — sim, aquela felicidade que está preparada para os santos.
Ó, meus amados irmãos, lembrai-vos de minhas palavras. Eis que tiro minhas vestimentas e sacudo-as diante de vós; rogo ao Deus de minha salvação que me olhe com seus olhos que tudo veem; e sabereis portanto, no último dia, quando todos os homens serão julgados por suas obras, que o Deus de Israel testemunhou que sacudi vossas iniquidades de minha alma e que me apresento limpo ante ele e estou livre de vosso sangue.
Ó, meus amados irmãos, afastai-vos de vossos pecados; sacudi as correntes daquele que vos quer amarrar firmemente; vinde ao Deus que é a rocha de vossa salvação [enquanto tendes tempo].
Preparai a vossa alma para aquele glorioso dia, quando a justiça será administrada aos justos, sim, o dia do julgamento, a fim de que não vos encolhais com terrível medo; para que não vos lembreis claramente de vossa horrível culpa, e não sejais compelidos a exclamar: Santos, santos são os teus julgamentos, ó Senhor Deus Todo-Poderoso — mas conheço a minha culpa; transgredi a tua lei, e as minhas transgressões são minhas; e o diabo dominou-me, de modo que sou uma presa de sua terrível miséria." (2 Néfi 9:41-46, sublinhei e adicionei itálicos)
Veja que o Salvador não há mais de um Julgamento Final (por isso final não é?). As escrituras falam "daquele glorioso dia" ou daquele "terrível dia". Não fala de dias. Não haverá novas oportunidades de progresso após as glorias recebidas. Que poderão haver avançamentos dentro de um determinado reino, isso poderá haver - mas não entre esferas celestes.

Não estamos dizendo que os seres de uma esfera maior não poderão ter acesso a de uma esfera menor. O que é pacificamente aceito pra todos os que creem nas revelações modernas.

Os filhos de perdição estão para sempre condenados: "Portanto, ele [Cristo] salva todos exceto esses, os quais irão para o castigo infinito, que é castigo sem fim, que é castigo eterno, para reinar com o diabo e seus anjos na eternidade, onde seu bicho não morre e o fogo é inextinguível, o que é seu tormento" (D&C 76:44). E também: "Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição ante a face do Senhor e a glória do seu poder" (2 Tessalonicenses 1:9)

As escrituras deixam claro que o castigo será eterno: "Mas eis que há uma condenação decretada para o que se inclina a obedecer a esse espírito; porque o que se inclina a obedecer-lhe e permanece e morre em seus pecados, bebe condenação para a própria alma; porque recebe por salário um castigo eterno, havendo transgredido a lei de Deus contra seu próprio conhecimento." (Mosias 2:33)

Essa perpetuidade penal é tão vital que Alma explica que "o arrependimento não poderia ser concedido aos homens se não houvesse um castigo tão eterno como a vida da alma, estabelecido em oposição ao plano de felicidade, também tão eterno como a vida da alma" (Alma 42:16)

Os que viverem uma lei telestial também tem um destino infalível, bem como os que viverem uma lei terrestrial e celestial (D&C 76 deixa isso evidente). "Ora, os decretos de Deus são inalteráveis; portanto, o caminho está preparado, para que, todo aquele que quiser, possa trilhá-lo e ser salvo" (Alma 41:8).

Essa rigidez na condenação fica clara também aqui: "Ora, eles [os filhos de Mosias que se converteram] desejavam que a salvação fosse declarada a toda criatura, porque não podiam suportar que qualquer alma humana se perdesse; e até mesmo a ideia de que alguma alma tivesse de sofrer o tormento eterno fazia-os tremer e estremecer." (Mosias 28:3). "Tormento eterno" - eles, os filhos de Mosias, compreendiam que havia um destino terrível para os que não cumprissem os mandamentos. Por isso mesmo decidiram ir pregar a seus inimigos mortais. Tal coragem lhes adveio pelo Espírito, que agiu neles revelando que a salvação precisa ser anunciada a toda criatura - para que não se perdessem para sempre, acrescento.

Nesta diapasão, nenhuma escritura é tão poderosa para refutar o progresso entre reinos do que esta:
"Sim, e haverá muitos que dirão: Comei, bebei e alegrai-vos, porque amanhã morreremos; e tudo nos irá bem.
E muitos também dirão: Comei, bebei e diverti-vos; não obstante, temei a Deus — ele justificará a prática de pequenos pecados; sim, menti um pouco, aproveitai-vos de alguém por causa de suas palavras, abri uma cova para o vosso vizinho; não há mal nisso. E fazei todas estas coisas, porque amanhã morreremos; e se acontecer de sermos culpados, Deus nos castigará com uns poucos açoites e, ao fim, seremos salvos no reino de Deus.
Sim, e haverá muitos que ensinarão desta maneira doutrinas falsas, vãs e tolas; e encherão o coração de orgulho e procurarão esconder profundamente do Senhor os seus desígnios secretos; e farão as suas obras às escuras." (2 Néfi 28:7-9)
As pessoas que acreditam que "ao fim" serão salvas todas no Reino de Deus acreditam que a misericórdia de Deus suplanta a Justiça, como expressa em todas as escrituras. Mas se isso acontecesse, o próprio Deus seria um mentiroso - e um Deus mentiro não é um Deus:
"Acaso supões que a misericórdia possa roubara justiça? Afirmo-te que não; de modo algum. Se assim fosse, Deus deixaria de ser Deus." (Alma 42:25)
Como o Senhor explicou,"a misericórdia se compadece da misericórdia e reclama o que é seu; a justiça segue seu curso e reclama o que é seu; o julgamento vai ante a face daquele que se assenta no trono e governa e executa todas as coisas" (D&C 88:40).

Mórmon explicou:
"E por causa da redenção do homem, que veio por Jesus Cristo, são eles levados de volta à presença do Senhor; sim, é nela que todos os homens são redimidos, porque a morte de Cristo proporcionou a ressurreição, que proporciona a redenção de um interminável sono, do qual todos os homens serão acordados pelo poder de Deus quando soar a trombeta; e levantar-se-ão, tanto pequenos como grandes, e todos se apresentarão perante seu tribunal, redimidos e livres desta eterna cadeia da morte que é a morte física. E então virá o julgamento do Santo sobre eles; e então chegará a hora em que aquele que é imundo ainda será imundo; e aquele que é justo ainda será justo; e aquele que é feliz ainda será feliz; e aquele que é infeliz ainda será infeliz." (Mórmon 9:13-14)

Agora, há uma passagem que merece esclarecimento. Em Doutrina em Convênios 19:10-12 lemos:
Pois eis que o mistério da divindade, quão grande é! Pois eis que eu sou infinito e o castigo que é dado pela minha mão é castigo infinito, pois Infinito é meu nome. Portanto — Castigo eterno é castigo de Deus. Castigo infinito é castigo de Deus. 
Nesta passagem o Senhor revelou que os termos “castigo infinito” e “castigo eterno” se referem ao tipo de castigo, não à duração do castigo. Castigo infinito e castigo eterno são o “castigo de Deus”. Mas perceba que castigo não é o mesmo que condenação. Embora o castigo terá um fim, pois aqueles que forem entregues as "bofetadas de Satanás" neste mundo e no mundo espiritual, serão um dia redimidos (D&C 82:21, 104:9-10)

O Profeta Joseph Smith ensinou que “se um homem não der ouvidos aos mandamentos, não alcançará a salvação. (...) A salvação de Jesus Cristo foi realizada em favor de todos os homens a fim de que o diabo fosse derrotado. (...) Todos sofrerão até obedecerem a Cristo”. [20]

Assim, o castigo um dia chegará ao fim para todos, com exceção dos filhos de perdição, que se recusam eternamente a obedecer a Cristo. (Ver D&C 76:33–44.) A condenação deles é um castigo eterno, não apenas pro ser aplicado por um Deus eterno, mas por durar pra sempre.

Quando o castigo (para os que herdarem a glória teleste ou terrestre) chegar ao fim as pessoas serão salvas e condenadas, de acordo com o espírito que decidiram obedecer na mortalidade (Alma 3:26).


Conclusão

As escrituras e relevações deixam claro que após ressuscitaremos, pelo poder de Cristo, de acordo com o grau de glória merecido (os filhos da perdição deste segundo estado terão um corpo ressurreto, mas sem glória). Seremos Julgados - e o Julgamento será terminativo, trata-se de Juízo Final. Seremos destinados ao reino que merecermos. Não haverá migração de um reino para outro - pois isso destruiria a perpetuidade da sentença eterna. Alguns líderes deram a entender que pode haver algum tipo de progresso entre reinos, mas são opiniões isoladas (as considerações de líderes e as conversas privativas, que foram registradas, às vezes de modo não tão preciso, que afiram o progresso entre reinos são pouquíssimas). Há dezenas de citações em sentido contrário, inclusive de presidentes da Igreja, como foi demonstrado. Alguns dos que acreditavam no progresso entre reinos, mudaram de opinião, como o caso do Elder Talmage.

Respeito a posição dos que pensam em sentido contrário,e embora exista uma carta de um secretário da Primeira Presidência (de 1952!) dizendo que não há uma posição definitiva da Igreja sobre o progresso entre reinos, verificamos que exite abundante evidencia, antes e depois, mostrando que a Igreja tem uma posição, ainda que talvez não definitiva - já que sempre há espaço para mais e mais conhecimento. Parece que Deus reservou alguns desses mistérios para os que buscam com diligencia - e até para uma outra vida, pois a plenitude da verdade ainda não esta a nosso alcance.



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[1] "Os irmãos me orientaram a falar que a Igreja jamais anunciou uma doutrina definitiva sobre esse ponto. Alguns dos irmãos tem sustentado a perspectiva que no decurso do progresso é possível avançar de uma glória à outra, invocando os princípios de progresso eterno; outros irmãos tem se posicionado de maneira contrária. Mas como declarado, a Igreja jamais anunciou uma doutrina definitiva sobre esse ponto." - Secretary to the First Presidency in a 1952 letter; and again in 1965 (cited in Dialogue: A Journal of Mormon Thought, Vol. XV, No. 1, Spring 1982, pp.181-183)

[2] Joseph Smith, Teachings of the Prophet Joseph Smith, p. 191

[3] Para ler todas as instruções e compreender o contexto: "Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, pg. 186-188, ou, no original em inglês: Teachings of the Prophet Joseph Smith pg. 191-192

[4] Original: “I attended the Prayer Circle in the evening … In conversing upon various principles President Young said none would inherit this Earth when it became celestial and translated into the presence of God but those who would be crowned as Gods and able to endure the fullness of the presence of God, except they would be permitted to take with them some servants for whom they would be held responsible. All others would have to inherit another kingdom, even that kingdom agreeing with the law which they had kept. He said they would eventually have the privilege of proving themselves worthy and advancing to a celestial kingdom, but it would be a slow progress.” (Brigham Young, Journal of Wilford Woodruff, 5 Aug 1855)

[5] Recomendamos: "Falibilidade dos Profetas - eles erram?" Devo acrescentar que o Presidente Joseph F. Smith concebeu a possibilidade de alguns poucos avançarem entre os reinos - provavelmente ele se baseava na citação de Brigham Young. Ele disse: "Uma vez que uma pessoa entre nessas glórias haverá progresso eterno na linha de cada uma delas, mas o privilégio de passar de uma glória para outro (embora isto possa ser possível para personagens especialmente dotado e fiéis) não está prevista." A regra geral, conforme acreditava o presidente Smith era: não é possivel avanço entre reinos - mas, reconheceu ele - entre parenteses - que alguns poderiam avançar.

[6] Regras de Fé, Capítulo 4, pg. pg. 89

[7] No original: "Hiram [Smith] said Aug 1st [18]43 Those of the Terrestrial Glory either advance to the Celestial or recede to the Telestial [or] else the moon could not be a type [viz. a symbol of that kingdom]. [for] it [the moon] ‘waxes & wanes’. Also that br George will be quickened by celestial glory having been ministered to by one of that Kingdom.” O Presidente J. Reuben Clark, variso anos depois, Utilizou um exemplo semelhante ao de Hyrum Smith para dizer que os iniquos terão novas oportunidades após a morte. Visto que no mundo espiritual uma pessoa pode mudar sua condição terrestre para teleste ou celeste, não parece haver novidade no que disse o presidente Clark. Todavia, a citação também pode ser utilizada para justificar o progresso entre reinos. Veja: “I am not a strict constructionalist, believing that we seal our eternal progress by what we do here. It is my belief that God will save all of His children that he can: and while, if we live unrighteously here, we shall not go to the other side in the same status, so to speak, as those who lived righteously; nevertheless, the unrighteous will have their chance, and in the eons of the eternities that are to follow, they, too, may climb to the destinies to which they who are righteous and serve God, have climbed to those eternities that are to come.” (J. Reuben Clark, Church News, p. 3 , 23 April 1960)

[8] Joseph F. Smith, Improvement Era 14:87, November 1910

[9] Joseph Fielding Smith, Doctrines of Salvation 2:31

[10] The Miracle of Forgiveness, pp. 243-244. (Also cited in The Teachings of Spencer W. Kimball, p.50; and Search These Commandments, 1984 ed., pp.81-82.

[11] Bruce R. McConkie, The Seven Deadly Heresies

[12] Doctrinal New Testament Commentary 1: 196 e Mormon Doctrine, 1ª ed, 573-579

[13] Em 1980, quando o Presidente Ezra Taft Benson servia como presidente do Conselho dos Doze Apóstolos, ele nos passou uma vigorosa mensagem sobre a obediência aos profetas, durante um devocional da BYU no Marriot Center. Esse grande discurso intitulado “Catorze Princípios Fundamentais para Seguir o Profeta” esclarece que: "O profeta é o único homem que fala pelo Senhor em tudo”; “O profeta vivo é mais importante para nós do que as obras-padrão” e “O profeta nunca fará a Igreja se desviar”. Assim, o Presidente da Igreja tem uma credibilidade adicional ao ensinar. O que ele fala é a voz de Deus. Ouvi-las e segui-las nos conferem bênçãos especiais: “Pois suas palavras recebereis como de minha própria boca, com toda paciência e fé. Porque, assim fazendo, as portas do inferno não prevalecerão contra vós; sim, e o Senhor Deus afastará de vós os poderes das trevas e fará tremerem os céus para o vosso bem e para a glória de seu nome” (D&C 21:5–6).

[14] Conference Report, outubro de 1945, 172

[15] "Os Sete Heresias Mortais", BYU, 01 de junho de 1980.

[16]  Doutrinas de Salvação Volume 2, 31-34.

[17] Em Joumal of Discourses, vol. 17, pg. 331-332.

[18] Conference Report, abril de 1930, p.96

[19] Regras de Fé, pg. 369, edição 1950. Para ver como a posição do Elder Talmage mudou acesse este documento.

[20] Teachings of the Prophet Joseph Smith, sel. Joseph Fielding Smith [1976], pg. 35

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Depois que publiquei o texto foram-me enviadas outras citações, que, segundo o remetente, corroboram com o progresso entre reinos de glória. Vejamos:

1) “The Savior tells us that the terrestrial glory, or kingdom, is likened unto the glory of the moon, which is not of the brightness of the sun, neither of the smallness nor dimness of the stars. But those others who have no part in marrying or giving of marriage in the last resurrection, they become as stars, and even differ from each other in glory; but those in the terrestrial kingdom are those who will come forth at the time when Enoch comes back, when the Savior comes again to dwell upon the earth; when Father Abraham will be there with the Urim and Thummim to look after every son and daughter of his race; to make known all things that are needed to be known, and with them enter into their promised inheritance. Thus the people of God will go forward. They will go forward, like unto the new moon, increasing in knowledge and brightness and glory, until they come to a fullness of celestial glory.”
(Apóstolo) -Franklin D. Richards, Journal of Discourses Vol. 25:236, 17 May 1884
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2) “Once a person enters these glories there will be eternal progress in the line of each of these particular glories, but the privilege of passing from one to another (though this may be possible for especially gifted and faithful characters) is not provided for.”
-Joseph F. Smith, Improvement Era 14:87, November 1910
(O próprio Elder Smith, que desaprovava a teoria do progresso entre reinos, abre a possibilidade para exceções.)
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3) “The question of advancement within the great divisions of glory celestial, terrestrial, and telestial; as also the question of advancement from one sphere of glory to another remains to be considered.. In the revelation from which we have summarized what has been written here, in respect to the different degrees of glory, it is said that those of the terrestrial glory will be ministered unto by those of the celestial; and those of the telestial will be ministered unto by those of the terrestrial – that is, those of the higher glory minister to those of a lesser glory. I can conceive of no reason for all this administration of the higher to the lower, unless it be for the purpose of advancing our Father’s children along the lines of eternal progression. Whether or not in the great future, full of so many possibilities now hidden from us, they of the lesser glories after education and advancement within those spheres may at last emerge from them and make their way to the higher degrees of glory until at last they attain to the highest, is not revealed in the revelations of God, and any statement made on the subject must partake more or less of the nature of conjecture. But if it be granted that such a thing is possible, they who at the first entered into the celestial glory – having before them the privilege also of eternal progress – have been moving onward, so that the relative distance between them and those who have fought their way up from the lesser glories may be as great when the latter have come into the degrees of celestial glory in which the righteous at first stood, as it was at the commencement. Thus: Those whose faith and works are such only as to enable them to inherit a telestial glory, may arrive at last where those whose works in this life were such as to enable them to entrance into the celestial kingdom – they may arrive where these were, but never where they are.”
B.H. Roberts, New Witnesses for God Vol.1, pp. 391-392
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4) “I am not a strict constructionalist, believing that we seal our eternal progress by what we do here. It is my belief that God will save all of His children that he can: and while, if we live unrighteously here, we shall not go to the other side in the same status, so to speak, as those who lived righteously; nevertheless, the unrighteous will have their chance, and in the eons of the eternities that are to follow, they, too, may climb to the destinies to which they who are righteous and serve God, have climbed to those eternities that are to come.”
-J. Reuben Clark, Church News, p. 3 , 23 April 1960
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5) “You that are mourning about your children straying away will have your sons and your daughters. If you succeed in passing through these trials and afflictions and receive a resurrection, you will, by the power of the Priesthood, work and labor, as the Son of God has, until you get all your sons and daughters in the path of exaltation and glory. This is just as sure as that the sun rose this morning over yonder mountains. Therefore, mourn not because all your sons and daughters do not follow in the path that you have marked out to them, or give heed to your counsels. Inasmuch as we succeed in securing eternal glory, and stand as saviors, and as kings and priests to our God, we will save our posterity. When Jesus went through that terrible torture on the cross, He saw what would be accomplished by it; He saw that His brethren and sisters the sons and daughters of God would be gathered in, with but few exceptions those who committed the unpardonable sin. That sacrifice of the divine Being was effectual to destroy the powers of Satan. I believe that every man and woman who comes into this life and passes through it, that life will be a success in the end. It may not be in this life. It was not with the antedeluvians. They passed through troubles and afflictions; 2,500 years after that, when Jesus went to preach to them, the dead heard the voice of the Son of God and they lived. They found after all that it was a very good thing that they had conformed to the will of God in leaving the spiritual life and passing through this world.”
Lorenzo Snow, MS 56:49-53; Collected Discourses 3:364-65.
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6) It is reasonable to believe, in the absence of direct revelation by which alone absolute knowledge of the matter could be acquired, that, in accordance with God’s plan of eternal progression, advancement from grade to grade within any kingdom, and from kingdom to kingdom, will be provided for. But if the recipients of a lower glory be enabled to advance, surely the intelligences of higher rank will not be stopped in their progress; and thus we may conclude, that degrees and grades will ever characterize the kingdoms of our God. Eternity is progressive; perfection is relative; the essential feature of God’s living purpose is its associated power of eternal increase.
James E. Talmage, Articles of Faith

(Você não encontrou essa citação porque ela é a forma original como escrita pelo Elder Talmage em 1899, antes de ser editada em edições posteriores)
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7) “President Brigham Young has suggested that the ultimate punishment of the sons of perdition may be that they, having their spiritual bodies disorganized, must start over again—must begin anew the long journey of existence, repeating the steps that they took in the eternities before the Great Council was held. That would be punishment, indeed.”
-John A. Widstoe, Evidences and Reconciliation, 213 (also in Improvement Era, Vol. 44, No. 12, p. 736)

Acima o Pres Young menciona até a possibilidade dos Filhos de Perdição poderem retomar o caminho do progresso algum dia após serem desorganizados. Sei que você não acredita na teoria da dissolução dos espíritos. Eu acredito. Discordo nesse sentido que estes poderão voltar a progredir. Mas o ponto aqui é que ainda assim o Pres Young, que pregava contra a ideia de progresso entre reinos, acreditava que filhos de perdição poderiam eventualmente sair das trevas e um dia progredir novamente.
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Enfim... O fato de muitos líderes terem debatido e considerado a possibilidade não está em questão. A veracidade dessa teoria está. Aceitar um lado como certo e outro como é errado é natural. Apenas não podemos fechar os olhos para a existência de evidências opostas.

Se o assunto era tão claro e absoluto, aparentemente tivemos lideres ingênuos incapazes de perceber algo tão claro. Se esse for o caso, a credibilidade deles em muitos aspectos doutrinários fica em xeque. Talvez em uma perspectiva eterna as coisas não sejam tão simples. Talvez eles estiveram errados ou talvez viram algo além que outros não conseguiram ver. Não sei. Não saber não é tomar uma posição.

E chamar essas declarações de "perniciosas" acredito ser um ataque forte à credibilidade dos mesmos líderes que utilizamos para apoiar muitas das coisas que ensinamos.

Minha resposta:

[Nome do Remetente] obrigado pelas citações. Tive contato com todas elas antes de você me enviar - e antes de escrever o artigo. Deixei de usar algumas, pois foquei apenas nas que [que foram mencionadas no artigo do mormonsud.net]. Vejamos, portanto, agora [as que você relacionou]:
1) A primeira citação esta falando do milênio e não sobre depois do Julgamento Final. Portanto, não pode ser utilizada [ para justificar o progresso entre reinos], a não ser com um ampla e forçada interpretação.

2) No meu texto citei essa possibilidade de haver pequenas exceções, mas a regra geral permanece. Penso que o Profeta Smith estava consciente do que BY dissera a Wilford Woodruff, por isso abriu o parenteses - ele especulou - talvez alguns...
3) Elder B. H. Roberts foi uma das maiores mentes da Igreja, mas tinha posicionamentos que contrariavam a maioria. Admiro ele, e confesso que não há como interpretar de forma diferente o que ele disse. Ele acreditava no progresso entre reinos. A posição dele foi criticada severamente pelo presidente Joseph Fielding Smith, inclusive sobre o exemplo dos trilhos. Ele, Elder Roberts, deixou, contudo, claro que o assunto esta oculto (para ele ao menos) e que não havia uma revelação especifica. Depois - e só depois - ele emitiu sua opinião.
4) Comentei a citação do Presidente Clark [ver nota 7 deste texto] - ela pode se referir a um estágio de existência antes do destino final. Sabemos que no mundo espiritual - uma pessoa pode sair das trevas para luz.

5) Lorenzo Snow não esta falando de progresso entre reinos após o Julgamento Final. Também é forçosos concluir isso... 
6)Tive acesso, antes de terminar o artigo, a todas as posições do Elder Talmage (as três versões) - e menciono no meu texto, talvez vc não tenha notado, que cito no meu teto que ele mudou de opinião: acreditava no progresso entre os reinos - e depois deixou de crer nisso. Regra geral é: o conhecimento novo suplanta o antigo. Então, fico com a posição mais recente dele.

7) Sobre a teoria da aniquilação já escrevi a respeito, vc conhece minha posição. Não é [uma doutrina] verdadeira. O Elder Widstoe deixa claro que o Presidente Young "sugeriu". Ele opinou, portanto (caso o registro seja coerente, pois temos sempre aquele problema com as palavras do presidente BY). Ele pode ter mudado de opinião. Parece que mudou: veja a citação dele [aqui]: "Não existe o que chamamos de extermínio, pois não podeis destruir os elementos de que são constituídas a coisas."(Discursos, “Julgamento Eterno”, pg. 387) [Parece que ele não é a favor da teoria da aniquilação., não é?]

________________

O fato de muitos (nem tantos assim) terem discutido o assunto torna mesmo a questão interessante. Eu não me fechei para a questão. Só tomei partido. Não vejo evidencia alguma [para o progresso entre reinos]... Há uma ou outra citação - apenas isso! Há uma vastidão de citações em sentido contrário. Não é fácil defender o progresso entre os reinos. Não conseguiria fazê-lo através das escrituras...

O fato de alguns líderes pensarem ao contrário [cogitando a possibilidade de avançar de um reino para outro] não os torna ingênuos. Mostra, pelo contrário, o enorme esforço teológico, para adequar a justiça e misericórdia de Deus após o Julgamento Final e relativizar o termo "condenação". Acredito que eles tinham motivos para pensar e se expressar como fizeram. Mas estes motivos não nos são conhecidos. E claro, você sabe: ilustres líderes erraram no passado. Uma duzia de apóstolos foram excomungados... Então todos estamos sujeitos e errar... Entretanto se um líder comete um erro isso não desqualifica [necessariamente] todo seu ministério. Balaão errou feio, mas na hora de profetizar deu bênçãos a Israel - que foram reconhecidas por Deus.

"Não saber" não é tomar uma posição, verdade. Mas uma vez que sabemos o que eles disseram - e o que é dito das escrituras - a neutralidade se torna uma posição. Mas entendo o que vc quis dizer.

Quem chamou de pernicioso foi o Elder Bruce R. McConkie, não eu. Mas estou com ele ;)

Obrigado!

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