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Estive na prisão, e foste me ver

Ser encarcerado, perder o direito de ir e vir e sofrer em um prisão desumana é uma realidade para muitos de nosso irmãos e irmãs hoje. Uma das missões do Senhor Jesus Cristo, segundo Isaías é "proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos" (Isaías 61:1). O Salvador confirmou isso ao dizer que iria "pregar liberdade aos cativos (...) [e] pôr em liberdade os oprimidos" (Lucas 4:19). Jesus Cristo, realmente esteve ao lado dos que sofreram nas prisões da Terra, fossem culpados de crimes ou não. Ele também visitou "e pregou aos espíritos em prisão"(1 Pedro 3:19).


População Carcerária - Deus os ama

O Brasil tem mais de 700 mil pessoas vivendo em prisões [1], sendo que os jovens de 18 a 24 anos representam um terço delas [2]. Cerca de 40% dos presos no Brasil são provisórios, ou seja, ainda não têm condenação judicial [3].

Os Estados Unidos possui mais de 2 milhões de presos, a China mais de um milhão, a Rússia por volta de 700 mil. No mundo mais de 10 milhões de pessoas estão presas [4].

Veja que, conforme aprendemos no evangelho restaurado, todas as pessoas são filhos e filhas de Deus - e Ele ama todas (Hebreus 12:9, D&C 76:24, Moisés 1:4). A missão do Senhor Jesus Cristo é para todos:
"Ele nada faz que não seja em benefício do mundo; porque ama o mundo a ponto de entregar sua própria vida para atrair a si todos os homens. Portanto, a ninguém ordena que não participe de sua salvação" (2 Néfi 26:24).
Ele disse:
"E meu Pai enviou-me para que eu fosse levantado na cruz; e depois que eu fosse levantado na cruz, pudesse atrair a mim todos os homens" (3 Néfi 27:14)
Essas pessoas que estão nas cadeias do mundo são lembradas por Ele. Ele as ama e deseja que se acheguem a Ele.

Exemplo de Presos nas Escrituras

Muitas das pessoas que estão presas cometeram delitos, alguns muito graves. Em alguns países ficarão perpetuamente encarceradas. Em outros terão como destino a morte devido a gravidade de seus crimes. Outros estão presos por crimes mais leves - e outros estão lá injustamente. As escrituras estão repletas de exemplos de pessoas que foram presas e sofreram, tivessem cometido crimes ou não.

José ficou muito tempo na prisão, por ter sido fiel à Deus (Gênesis 39:20) Jeremias esteve preso (Jeremais 37:15). João Batista foi colocado na prisão por ter denunciado a relação incestuosa de Herodes Antipas (Mateus 4:12). Pedro e os apóstolos também foram presos (Atos 5:18). Paulo conta que alguns dos mais santos homens, pela fé, "experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões" (Hebreus 11:36). Ele mesmo, Paulo, acabou preso no final de sua vida (GEE "Paulo").

Alma e Amuleque, no Livro de Mórmon, após presenciarem o martírio dos justos foram "lançados na prisão" (Alma 14:17), lá eles sofreram zombaria, fome e sede. Foram despidos, esbofeteados e amarrados com fortes cordas (Alma 14:20-23). Apenas de pois de "muitos dias" é que foram libertados pelo miraculoso poder de Deus (Alma 14:23-28)

Os irmãos de Amon foram presos por pregar o evangelho e sofreram muito. Quando Amon foi libertá-los "ficou muito triste porque eis que estavam nus e sua pele muito marcada, devido as fortes cordas com que estavam atados. E também haviam sofrido fome, sede e toda espécie de aflições; não obstante, haviam sido pacientes em todos os sofrimentos" (Alma 20:29). Néfi e Leí também foram presos (Helamã 5).

Muitos nefitas justos foram presos durante as guerras contra os lamanitas (Alma 54:1-3).

Em nossa dispensação muitos santos foram presos injustamente. O profeta Joseph Smith foi encarcerado muitas vezes. Em certa ocasião enquanto prisioneiro na cadeia de Liberty, Missouri, ele clamou angustiado:
"Ó Deus, onde estás? E onde está o pavilhão que cobre teu esconderijo?
Até quando tua mão será retida e teu olho, sim, teu olho puro, contemplará dos eternos céus os agravos contra teu povo e contra teus servos e teu ouvido será penetrado por seus lamentos?
Sim, ó Senhor, até quando suportarão esses agravos e essas opressões ilícitas, antes que se abrande teu coração e tuas entranhas deles se compadeçam?" (D&C 121:1-3)
O Senhor não desamparou seu servo, e respondeu, dizendo:
"Meu filho, paz seja com tua alma; tua adversidade e tuas aflições não durarão mais que um momento; E então, se as suportares bem, Deus te exaltará no alto; triunfarás sobre todos os teus inimigos. Teus amigos apoiam-te e tornarão a saudar-te com coração caloroso e com mãos amistosas.(...) Eis que meus olhos veem e conhecem todas as suas obras; e tenho em reserva um julgamento rápido, a seu próprio tempo, para todos eles; Pois cada homem tem um tempo designado, de acordo com suas obras. (D&C 121:7-8, 24-25)
Na mesma ocasião, o Senhor convidou seu profeta e nós a refletir em verdades profundas, que nos ajudam a vencer as dificuldades transitórias nesta vida:

"Se fores acusado de toda sorte de falsidades; se os teus inimigos caírem sobre ti; se eles te arrancarem do convívio de teu pai e mãe e irmãos e irmãs; e se com uma espada desembainhada os teus inimigos te arrancarem do seio de tua esposa e de tua prole; e teu filho mais velho, embora com apenas seis anos de idade, agarrar-se às tuas vestes e disser: Meu pai, meu pai, por que não podes ficar conosco? Ó meu pai, o que os homens vão fazer contigo? e se então ele for arrancado de ti pela espada, e fores arrastado para a prisão, e teus inimigos te rondarem como lobos procurando o sangue do cordeiro;
E se fores lançado na cova ou nas mãos de assassinos, e receberes sentença de morte; se fores lançado no abismo; se vagas encapeladas conspirarem contra ti; se ventos furiosos se tornarem o teu inimigo; se os céus se cobrirem de escuridão, e todos os elementos se unirem para obstruir o caminho; e acima de tudo, se as próprias mandíbulas do inferno escancararem a boca para tragar-te, sabe, meu filho, que todas essas coisas te servirão de experiência, e serão para o teu bem.
O Filho do Homem desceu abaixo de todas elas. És tu maior do que ele?
Portanto, persevera em teu caminho e o sacerdócio permanecerá contigo; pois os limites deles estão determinados e não podem ultrapassá-los. Teus dias são conhecidos e teus anos não serão diminuídos; portanto, não temas o que o homem possa fazer, pois Deus estará contigo para todo o sempre." (D&C 122:6-9)

Estive na prisão, e foste me ver

Quanto aos que foram presos justamente, o Senhor requer que paguem seu débito. Ele disse aos que foram devidamente incriminados, julgados e presos: "Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil." (Mateus 5:25-26).

Todavia, mesmo para estes, o Salvador instou seus discipulos a visitá-los e abençoá-los, sob pena de não estarem a sua direita e gozarem da vida eterna:
"E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.
Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.
Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?
E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?
E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?
E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes." (Mateus 25:32-40)
Na década de 60-70 a Igreja mantinha programas nas penitenciárias, por meio dos Institutos de Religião e do Departamento de Serviços Sociais da Igreja, para ajudar os detentos a compreenderem seu propósito na vida. O Bispo Victor L. Brown contou sobre uma cerimonia de formatura que participou na Penitenciária Estadual de Utah. Dessa experiência ele contou:
"Dezessete homens receberam certificados de aproveitamento: nove referentes ao primeiro ano; cinco ao segundo; e três, ao terceiro. Mais vinte e quatro frequentaram as aulas de religião, sem, contudo, se qualificarem para recebimento do certificado. Pelo que me lembro, apenas dois deles já haviam sido libertados, tendo voltado aquela noite unicamente para receber o certificado. Todos os outros eram detentos, a maior parte não filiados à Igreja.
Dificilmente alguém esperaria ouvir entre os muros de uma prisão os belos e comoventes hinos "Careço de Jesus" e "Ó Doce, Grata Oração" cantados por dois corais compostos de detentos brancos e [negros]. Homens trajando uniformes de prisioneiro, humildemente ofereceram a Deus, sinceras orações, expressando gratidão pelas bênçãos recebidas e pelo conhecimento que têm agora do Evangelho. Diversos deles testificaram, de pé no púlpito, que Deus vive e que lhe eram gratos pela sua bondade para com eles." [5]
O Bispo Brown contou sobre um rapaz que sem perspectiva na vida, conseguiu vencer vícios graças a um maravilhoso casal SUD que os visitava. Ele disse:
"Participo deste programa desde 10 de junho de 1970. Nesses dezesseis meses, devo ter feito mais mudanças em minha vida — dentro destas paredes, longe dos ratos de esgoto da sociedade — que sei afetarão meu futuro muito mais que todos os vinte e três anos de vida antes de ser condenado. Eu não tinha a minima ideia do que eram os mórmons ou a Igreja, antes de ser preso.
Não tenho orgulho de estar na prisão, mas sinto-me orgulhoso do que me aconteceu dentro dela. Estou orgulhoso de ser um dos formandos do programa que o povo SUD oferece aos detentos desta prisão". [6]
O Bispo conclui dizendo que existem muitos que se encontram em circunstâncias semelhantes:
"Não necessariamente confinados numa instituição penal, . mas ainda.assim em prisão, uma prisão da qual nenhuma autoridade legal poderá libertá-los, uma prisão de hábitos pessoais como álcool, drogas, imoralidade, egoísmo, desonestidade, indolência, incerteza; sim, eles podem ser mais restritivos e comprometedores do que qualquer penitenciária. Não obstante, existe um meio de escapar para uma liberdade muito superior a qualquer coisa imaginada pelo homem (...)
Essa liberdade pode-se encontrar somente aceitando o plano divino e guardando os mandamentos daquele que deu sua vida para cada um de nós a fim de que pudêssemos ter a vida eterna - o próprio Jesus Cristo, pois não disse Ele: “E-conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"? (João 8:32)"
Este programa de recuperação de detentos da Igreja foi encabeçado pelo Élder Marvin J. Ashton, que serviu como membro do Quórum dos Doze Apóstolos:
"Coube-lhe a tarefa de unificar os serviços sociais da Igreja, o que lhe deu oportunidade de tomar conhecimento dos sérios problemas enfrentados pelos alcoólatras, delinquentes, mães solteiras e encarcerados. Ajudou a implantar um programa de noite familiar pelo qual os presos tinham contato semanal com uma família SUD. Segundo o Élder Ashton, é mais provável que os prisioneiros que participaram desse programa não voltem para a prisão após serem libertados." [7]

Temos um dever para com os presos

Todo santo dos últimos dias tem um dever para os que estão na prisão - seja uma prisão física ou espiritual. O Senhor nos ordenou que socorrêssemos nosso irmãos (Mosias 4:16, Alma 4:13). Muitos de nós tem parentes ou conhecidos que foram presos. A primeira coisa que podemos fazer é não condená-los, embora isso não signifique concordar com atitudes erradas e justificar crimes. Devemos andar em retidão, afinal "isto é amor: que andemos segundo os seus mandamentos" (2 João 1:6). Entretanto, podemos orar pelos que estão presos para que se arrependam, sejam protegidos e abençoados e que ao pagar sua dívida para com a sociedade mudem de vida.

Se as condições permitirem podemos participar de grupo de apoio e organizações que promovem o aprendizado secular e religioso para os detentos. Podemos escreve-lhes cartas de incentivo. Se temos algum amigo ou parente preso devemos visitá-los e apoiá-los.

Podemos também ajudar a família daqueles que tem um pai, mãe, irmão ou filho preso.

Nosso dever ainda se estende em apoiar e fazer o máximo para que as pessoas envolvidas em vícios - seja o de drogas, pornografia, etc. - se libertem.


Temos um dever para com os presos no mundo espiritual

Temos um dever também para com os que estão na prisão espiritual, ou seja, que morreram sem receber o Evangelho. Uma parte vital da missão do Salvador era pregar o evangelho aos mortos (João 5:25). Ele o fez, no intervalo entre sua morte e ressurreição (1 Pedro 3:18-20 e 4:6, D&C 76:73, D&C 138:18). Ele ordenou a seu povo que se tornassem salvadores no monte Sião (Obadias 1:21) realizando uma obra vicária pelos mortos.

Deste modo o abismo que havia entre o paraíso (céu) e prisão espiritual (inferno) (Lucas 16:26), desapareceu:
"Aquelas pessoas que morrem sem a chance de aprender sobre o evangelho nesta vida são ensinadas no mundo espiritual. (ver 1 Pedro 3:18–20; D&C 138:16–19) Lá essas pessoas têm a oportunidade de aceitar o evangelho e de se arrependerem. No entanto, como espíritos, não podem ser batizados porque eles não têm um corpo físico. Um Pai Celestial misericordioso concedeu outro meio para eles aceitarem o batismo.
No templo, podemos realizar as ordenanças do batismo e da confirmação em favor daqueles que morreram sem essa oportunidade. Em outras palavras, podemos agir no lugar deles. As ordenanças realizadas em favor de outras pessoas são chamadas de ordenanças por procuração (ou ordenanças vicárias). Como uma das muitas testemunhas do Senhor ressuscitado, o apóstolo Paulo ensinou aos coríntios que o batismo vicário pelos mortos foi praticado porque todas as pessoas serão ressuscitadas por meio da Expiação de Jesus Cristo (1 Coríntios 15:29, 55–57).
A doutrina das ordenanças vicárias sempre fez parte do evangelho de Jesus Cristo. Na verdade, Sua Expiação é o maior ato vicário da história do mundo. Por meio de Seu sacrifício infinito, Jesus fez por todas as pessoas o que não podemos fazer por nós mesmos. Graças a Ele, todas as pessoas serão ressuscitadas, todas ouvirão o evangelho e todas terão a oportunidade de voltar aos nossos Pais Celestiais.
Os batismos no templo realizados em favor de pessoas falecidas são dons oferecidos com amor. Por acreditarmos que a vida continua após a morte, também cremos que aqueles que morreram estão cientes do batismo e podem escolher se o aceitarão." [8]
O Profeta Joseph Smith deixou o assunto muito claro:
"E agora, meus amados irmãos e irmãs, eu vos asseguro que estes princípios referentes aos mortos e aos vivos não podem ser negligenciados no que tange a nossa salvação. Porque a sua salvação é necessária e essencial a nossa salvação, como diz Paulo com respeito aos pais — que eles, sem nós, não podem ser aperfeiçoados — nem podemos nós, sem nossos mortos, ser aperfeiçoados (...)
Irmãos, não prosseguiremos em tão grande causa? Ide avante e não para trás. Coragem, irmãos; e avante, avante para a vitória! Regozije-se vosso coração e muito se alegre. Prorrompa a Terra em canto. Entoem os mortos hinos de eterno louvor ao Rei Emanuel, que estabeleceu, antes da fundação do mundo, aquilo que nos permitiria redimi-los de sua prisão; pois os prisioneiros serão libertados." (D&C 128:15 e 22)
É importante também pontuar que as pessoas que foram iníquas nesta Terra não serão redimidas até terem pagado toda sua dívida.

Conclusão

Todas as pessoas que nascem nesta Terra aceitaram Jesus Cristo como Salvador antes de nascer, e tem chance de estar com Ele na ressurreição, em glória eterna. Durante a jornada na mortalidade, entretanto, muitos desafios e testes, podem levar um de nosso irmãos e irmãs a perder a liberdade. Nas prisões do mundo se encontraram santos e profanos. O sofrimento deles nos alerta para um senso de responsabilidade. Quando consideramos a Expiação do Salvador - e seu poder de libertação somos fortalecidos para nos livrar das correntes do pecado e dor.

Ao considerarmos as pessoas presas devemos servi-las. E isso inclui servir as famílias delas.

Temos também um dever para com os que morreram, pois estão na prisão espiritual. Nós os libertamos, a medida que fazemos as ordenanças de salvação por eles.

Que possamos servir uns aos outros, como requer o Evangelho.


Notas

[1] "Brasil tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com 726.712 mil presos", Conjur, <https://www.conjur.com.br/2017-dez-08/brasil-maior-populacao-carceraria-mundo-726-mil-presos> Consultado em 21 de fevereiro de 2018

[2] "Brasil e sua população carcerária", Politize, <http://www.politize.com.br/populacao-carceraria-brasileira-perfil/> Consultado em 21 de fevereiro de 2018

[3] "Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias - Atualização - Junho de 2016", Brasília 2017 <https://www.conjur.com.br/dl/infopen-levantamento.pdf> Consultado em 21 de fevereiro de 2018

[4] "População prisional chega a 10,2 milhões no mundo, diz instituto", G1, <http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/12/populacao-prisional-chega-102-milhoes-no-mundo-diz-instituto.html> Consultado em 21 de fevereiro de 2018

[5] "Estive na prisão e foste ver-me", Bispo Victor L. Brown, A Liahona, Julho de 1972, pg. 21-22

[6] Idem a Nota anterior

[7] "Elder Marvin J. Ashton - amigos de prisioneiros e primeiros-ministros", por Breck England, A Liahona, Junho de 1987, pg. 7

[8] "Sobre batismo por procuração e confirmação" <https://www.lds.org/temples/what-is-proxy-baptism?lang=por>

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